O prefeito Nilson Costa recebeu ontem, dia 29, do secretário (substituto) de Transportes Terrestres, Carlos Guterres Parada Júnior, um fax procedente de Brasília comunicando que a Ferroban deixará de operar trens de passageiros, em razão de ter sido constatada baixa taxa de ocupação. Segundo o funcionário do Ministério dos Transportes, a medida está sendo adotada porque a taxa de ocupação caiu muito, chegando em novembro de 2000 a atingir uma média de 1%, o que vem acarretando enormes prejuízos àquela concessionária.
Parada Júnior comunica ao chefe do Executivo bauruense que, dentro do prazo aproximado de 30 dias, os trens serão desativados pelos motivos expostos.
O prefeito não se surpreendeu pela notícia da desativação, pois esta tem sido a política adotada nos últimos anos no setor ferroviário. A surpresa ocorreu porque já é amplamente sabido que Bauru está com suas estações paralisadas e depredadas, sem funcionários, e também em relação às datas e prazos, pois já tinha em conta que a população há mais de um ano deixou de ser servida por esse serviço.
Um breve levantamento apurou que, depois de desativar os seus trens de passageiros há cerca de um ano, a Ferroban reiniciou a circulação há aproximadamente um mês, sem qualquer aviso ou publicidade. Nos últimos dias, o trem voltou a paralisar suas atividades depois que - segundo a Ferroban - caiu uma barreira sobre os trilhos nas proximidades da cidade de Pompéia.
Como a população não recebe qualquer notícia sobre esses fatos, acredita-se que a taxa de ocupação alegada (cerca de 1%) esteja levando em consideração o maquinista ou o chefe de trem. É lamentável que o triste fim das ferrovias brasileiras esteja ocorrendo desta maneira, desabafa o prefeito Nilson Costa.