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Comentário político

Redação
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Entrevista

A entrevista do secretário municipal de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, na edição da última segunda-feira do JC, repercutiu na cidade e fora dela, causando reações internas e externas. Um observador atento dos rumos municipais afirmou que o secretário deveria ter dito isso tudo antes da eleição e não apenas agora.

Desculpa

Raul disse, em outras palavras, que com o orçamento atual não dá para se fazer quase nada, pois seriam necessários R$ 170 milhões anuais de arrecadação. Dizer isso agora soa como desculpa e uma espécie de prevenção para o que não vai se fazer neste governo, disse o severo observador. Para ele, o secretário não tem que ficar lamentando, mas viabilizar alternativas.

Alfinetado

Internamente, isto é, na Prefeitura, quem se sentiu alfinetado foi Roberto Rufino, que é secretário municipal de Desenvolvimento. Raul afirmou que Bauru precisa parar com pequenas e estanques iniciativas institucionais de divulgação para se direcionar a decisões arrojadas, como contratar uma consultoria de alto nível, para atuar junto a setores de interesse do município pelo País afora.

Sem dinheiro

Um amigo comum a ambos os secretários disse que a reação de Rufino ao ler a matéria foi imediata. Se ele liberasse os recursos que pedimos, é claro que tomaríamos atitudes mais incisivas. Projetos e idéias para isso não faltam, teria dito Rufino, disposto a procurar Raul para um diálogo sobre verbas.

Olhar torto

Segundo uma fonte no terceiro andar do Palácio das Cerejeiras, até mesmo o prefeito Nilson Costa teria olhado torto para a entrevista. Porém, nada de mais radical deve acarretar o assunto, uma vez que Raul é, hoje, homem forte no primeiro escalão, além de ter feito as declarações com boas intenções.

Sem casa

O Sindicato dos Servidores de Bauru (Sinserm) não acredita mais que o prefeito Nilson Costa vai viabilizar a construção de casas para a categoria, conforme o prometido quando deu fim ao Fundo de Habitação dos Municipiários (FHM). A idéia do prefeito era (ou ainda é) construir as moradias em uma parte dos Lotes Urbanizados, já doada à Cohab.

Alternativa

No entanto, como o projeto parece não ter embalado, o Sinserm foi a Nilson, ontem, aproveitando o bom momento vivido pelas partes, e levou um projeto alternativo, feito em conjunto com o Sindicato dos Engenheiros, para servidores que ganham menos de R$ 450,00. As casas seriam de 32 metros quadrados, ao custo de R$ 9 mil.

Fórum Social

A história não pára mesmo. Em Porto Alegre, pela primeira vez foi realizado um evento de protesto e de resistência aos descaminhos que tomou a chamada globalização, com repercussão internacional. A própria esquerda diverge sobre o Fórum Social, mas é inegável que chamou a atenção do Planeta.

Atuação política

Em Bauru, os leigos da Igreja Católica já não se contentam mais em apenas servir de coadjuvantes dos rumos da instituição à qual estão ligados e pedem o direito de participar das decisões. O Conselho Diocesano pede licença à Santa Sé (Roma) para atuar politicamente e intervir de forma mais concreta no cotidiano da sociedade.

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