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Polícia adverte caminhoneiros em Avaré

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Os caminhoneiros que aderiram à greve nacional tentaram permanecer parados no acostamento, mas Polícia impediu

Avaré - Caminhoneiros ligados ao Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) deram início a um protesto, ontem à tarde, na SP-255, próximo a Avaré, mas uma rápida ação da polícia evitou que a rodovia ficasse interditada e provocasse algum transtorno. Segundo a Polícia Rodoviária de Avaré, cerca de 20 caminhoneiros ocuparam o acostamento da rodovia, mas com a chegada dos policiais os manifestantes foram para um posto de combustível próximo ao local onde estavam, onde uma parte permanecia até o começo da noite.

Nos demais postos da Polícia Rodoviária, na região de Bauru, a situação permaneceu tranqüila, durante todo o dia de ontem. Apenas o posto de Botucatu, foi informado de um apedrejamento que teria ocorrido no quilômetro 275 da rodovia Marechal Rondon, próximo a São Manuel, mas o motorista do caminhão teria descartado a hipótese de ser uma ação de grevistas. Ele apenas teria comunicado o fato aos policiais e seguiu viagem, sem registrar Boletim de Ocorrência.

Postos da Polícia Rodoviária em Agudos, Pirajuí, Jaú, Igaraçu do Tietê e Gália, no entanto, não registraram qualquer incidente que pudesse ter ligação com o movimento grevista.

Entre as reivindicações dos caminhoneiros está a criação de uma tabela de frete pelo Governo Federal, e que o mesmo obrigue os donos da carga a seguir essa tabela. O fim da cobrança do pedágio, em todo o País, o aumento de 20 para 30 pontos para a suspensão da carteira de habilitação e a suspensão por 60 dias da pesagem nas balanças em rodovias, também são questões que os motoristas querem ver atendidas pelo Governo.

Apesar de enfraquecida, a greve dos caminhoneiros, iniciada na última segunda-feira (29), continua em todo o País, segundo os líderes do movimento. De acordo com a Polícia Rodoviária, até ontem, apenas 14 pessoas haviam sido presas por apedrejamento de veículos ou por envolverem-se em brigas. No interior de São Paulo, a greve praticamente inexiste, segundo avaliação dos próprios líderes.

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