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Agronegócios terão foco regional e mais agilidade

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Conseguir mais agilidade operacional e criar mecanismos para a descentralização do desenvolvimento da pesquisa pública dos agronegócios. Esse é o principal alvo que está sendo perseguido, no momento, pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), segundo afirma o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e coordenador da Apta, José Sidnei Gonçalves. A Agência é um órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

De acordo com Gonçalves, para tirar a concentração das pesquisas do eixo São Paulo/Campinas/Ribeirão Preto, onde estão os maiores centros tecnológicos do País, a Apta está desenvolvendo um projeto que prevê a instalação de 15 pólos regionais de desenvolvimento tecnológico dos agronegócios. A missão regional tem como objetivos gerar, adaptar e transferir conhecimentos científicos e tecnológicos a esses centros.

Para conseguir isso, a Apta foi transformada em instituto de pesquisas, a partir da consolidação dos seis institutos especializados já existentes: Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto de Zootecnia (IZ).

De acordo com Gonçalves, os pólos regionais - que têm previsão para estarem prontos até a metade de 2002 - serão compostos por estruturas multidisciplinares, contando com os recursos dos seis institutos de pesquisa, que terão como principal objetivo resolver os problemas das cadeias de produção dessas regiões. As pesquisas passarão a ser realizadas com foco na realidade regional, dentro da visão de cadeia de produção. Para podermos viabilizar a criação desses pólos, dependemos da aprovação de um Projeto de Lei que deve ser votado na Assembléia Legislativa dentro de poucos dias, informa Gonçalves.

A criação dos pólos seria o resultado da união das 64 unidades experimentais regionais - incluindo um laboratório em Bauru - pertencentes à Secretaria de Agricultura. Essas unidades serão organizadas em 15 grandes regiões do ponto de vista agroeconômico e sócio-cultural. Isso vai mudar a dinâmica regional em termos de planejamento de agronegócios. Com a estruturação dos pólos regionais, a Apta irá criar raízes em todo o Estado, observa Gonçalves.

Para o coordenador da Apta, algumas questões que possam impedir o desenvolvimento do setor em alguma região, serão transformadas em possibilidade. O enfoque objetivo da realidade permite que os impedimentos se transformem em possibilidades palpáveis, afirma.

As regiões selecionadas para abrigar os pólos de pesquisa foram escolhidas a partir de critérios técnicos e científicos. As cidades que serão unidas na coordenação de cada pólo possuem características homogêneas do ponto de vista de tecnologia do conhecimento. Por isso, através da metodologia científica, podem receber tratamentos similares. É isso que define a abrangência de cada pólo e não a cidade em que ele estará instalado. Em algumas cidades já existe a estrutura para a instalação da sede e, por esse motivo, estará sendo aproveitada, explica Gonçalves.

Bauru estará incluída na região do pólo que ficará em Jaú. A antiga questão sobre a instalação de um Instituto Agronômico em Bauru estaria nos planos e estratégias que envolvem o projeto dos pólos regionais, segundo José Sidnei Gonçalves.

Para o coordenador da Apta, com a criação dos pólos, em algumas regiões podem ser obtidos resultados ainda melhores dos que já existem se houver clareza de perspectiva. Nós temos resultados belíssimos em diversas regiões, inclusive na de Bauru. Mas, falta clareza de perspectiva para entender toda a complexidade do agronegócio e conseguir resultados ainda melhores, analisa.

Os 15 pólos regionais serão instalados em Votuporanga (Noroeste Paulista), Andradina (Oeste Paulista), Adamantina (Alta Paulista), Presidente Prudente (Alta Sorocabana), Assis (Vale do Paranapanema), Capão Bonito Sudoeste Paulista), Pindamonhangaba (Vale do Paraíba), Monte Alegre do Sul (Leste Paulista), Mococa (Nordeste Paulista), Colina (Alta Mogiana), Pariqüera-Açu (Vale do Ribeira), Pindorama (Centro-Norte), Ribeirão Preto (Centro-Leste), Piracicaba (Centro Sul) e Jaú (Centro-Oeste).

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