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Stocco quer os empresários apoiando esporte na cidade

Rodrigo Figueiredo
| Tempo de leitura: 1 min

O descaso dos empresários de Bauru com as modalidades amadoras faz do boxe um esporte praticamente marginalizado na cidade. Segundo o técnico e professor de boxe pela Semel José Stocco, quando alguém vai atrás de algum empresário em busca de alguma ajuda, sequer é recebido. "A gente vai nas empresas, mas é só dizer que o assunto é sobre boxe que já arrumam uma desculpa para não nos atender", lamenta.

O professor lembra que o boxe é um esporte de fácil difusão entre os moradores das periferias, que vivem em condições de vida menos privilegiadas. "Se o boxe, ou os esportes amadores em geral, tivesse apoio dos empresários, garanto que muitas pessoas que hoje estão na vida do crime, estariam se dedicando ao esporte", diz. "Mas os empresários preferem gastar dinheiro blindando os seus carros", reflete.

"Quando um lutador sobre no ringue torna-se o centro das atenções. Isso é altamente recompensador para ele", explica Stocco. "Se o cara tem o reconhecimento do público no esporte, não vai querer perder isso vivendo na marginalidade. Já ví muitos bandidos largarem o crime para se dedicar ao esporte", garante.

O Bingo Cidade e a Mecânica Liva, que apóiam o grupo de Pantaleão na disputa da Forja dos Campeões, são um bom exemplo de ajuda ao boxe.

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