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Diretoria do BAC entra na Justiça contra ex-presidente

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 3 min

A diretoria do Bauru Atlético Clube (BAC) se manifestou depois de se interar (através de matéria publicada na edição de ontem do JC) sobre a obrigação judicial de fornecer o título definitivo de sócio-proprietário ao ex-presidente do clube, Arlindo Marques Figueiredo, entre outros documentos solicitados. O atual presidente do BAC, José Pedro Macéa, afirmou que cumprirá a determinação imposta pela juíza da 1.ª Vara Cível de Bauru, Ana Carla Crescioni Salles, mas, por outro lado, também promoverá uma ação criminal contra Figueiredo. Nós vamos atender o que a Justiça solicitar. O BAC nunca se omitiu em nada, disse.

Macéa se sente caluniado pelo ex-presidente e irá buscar seus direitos. Nós não disponibilizamos o que ele (Figueiredo) pediu porque ele não é mais sócio do clube. Há anos ele não paga a mensalidade e, pelo estatuto, ele perdeu o título, explicou.

Na época em que Figueiredo pediu alguns documentos para o clube, Macéa afirmou ter ido pessoalmente à casa do ex-presidente e disse tê-lo convidado para ir até o clube ver a situação em que se encontrava e, oportunamente, até fazer parte da diretoria do BAC, mas Figueiredo não teria aceitado o convite. Tenho muito respeito pelo seu Arlindo, mas ele está afastado há muito tempo do clube e não aceitou o meu convite para saber como está o BAC, hoje, disse.

De acordo com Macéa, o clube não está à venda. O que ocorreu foi que em uma reunião do conselho se aprovou a hipótese de venda, apenas uma hipótese. Para ocorrer uma venda, outra reunião teria de ser feita e, conseqüentemente, uma nova aprovação, mas isso não é nosso objetivo nesse momento, disse.

Ele contou que o clube está em perfeito funcionamento. Dificuldades todos nós enfrentamos, atualmente. Qualquer clube passa, hoje, por uma situação difícil, mas nós estamos mantendo o que já existe, só não temos condições de fazer grandes investimentos agora, disse.

Macéa disse que o clube promove campeonatos de futebol que são transmitidos pela televisão, afirmou que as piscinas estão sendo muito bem freqüentadas e tudo está em total funcionamento. Há mais ou menos um mês, algumas reformas foram feitas no BAC, contou Macéa. Além disso, o presidente do BAC lembrou que são realizadas gratuitamente no clube, a Festa do Sanduíche Bauru e a Feira da Bondade, entre outros eventos que o BAC empresta sua sede, sem renda. Não há nada abandonado, nós temos arrecadação suficiente para manter nossa estrutura, contou.

Sobre a quantidade de sócios, Macéa disse não ter um número exato para informar, mas garantiu que há sócios suficientes para manter o clube em perfeitas condições nas duas sedes, central e campestre.

De acordo com Macéa, há uma vontade muito grande em fazer novos investimentos no BAC, como uma grande academia, por exemplo, mas alguns fatores não permitem a prática dessas idéias nesse momento. Além do dinheiro, a área não disponibiliza isso. Temos uma limitação de espaço, disse.

Macéa discordou, também, da afirmação de Figueiredo que disse ter sido o principal dirigente do BAC. Para ele, as principais pessoas que passaram pelo BAC são: Antônio Garcia, Ari Nunes Garcia, Nevaldo Ali, José Margarido e Albert Lucchesi. Não nego que o seu Arlindo teve uma participação importante, mas na minha opinião essas pessoas citadas foram as principais que passaram pelo clube, afirmou.

O presidente do BAC, Pedro Macéa, convidou todos os ex-sócios e a população bauruense para ver como está o clube e garantiu que há facilidades para a quitação do débito anterior.

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