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Santa Terezinha contrata seguranças

(*) Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A paróquia já teve que ser cercada anos atrás para coibir a visita de ladrões, mas as grades não foram suficientes

A paróquia Santa Terezinha, na praça Rodrigues de Abreu, contratou dois seguranças profissionais para tomar conta da igreja e do salão paroquial diariamente, das 8 às 22 horas. O expediente foi adotado por decisão do pároco e do Conselho Administrativo da igreja, por conta dos freqüentes furtos e outros problemas que vêm ocorrendo nos últimos meses. Daniel Alves Vila Real, membro do Conselho, disse que, num período de dois meses, três quadros sacros foram levados. Alguns fiéis daquela comunidade cristã estariam deixando de comparecer às missas noturnas por medo de assaltos.

Os seguranças, que devem concentrar a atenção no templo da paróquia, estarão atentos às pessoas que freqüentam o local. Um tomará conta da porta principal, que vinha sendo mantida fechada para coibir a entrada de ladrões e andarilhos; o outro ficará responsável pela entrada lateral.

Segundo o delegado J.J. Cardia, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG/Garra), o albergue noturno localizado nas proximidades da paróquia provoca aglomerações de pessoas no local. O que notamos, esporadicamente, são furtos de instrumentos musicais, microfones e imagens. Mas não notamos um aumento dessa freqüência, afirmo Cardia.

As imagens sacras são os alvos principais dos ladrões. A série de quadros esculpidos em madeira por um artista italiano e que retratam a via-sacra de Cristo, por exemplo, está incompleta. Quadro das 14 peças da obra foram levadas, sendo que três acabaram recuperadas. Os quadros foram vendidos nas ruas, como obra de detentos. Quem os adquiriu achava que estava fazendo uma boa ação. Até o depositário de ofertas em dinheiro já teria sido arrombado. Além disso, várias senhoras que freqüentam a programação da paróquia durante as tardes teriam tido suas bolsas furtadas.

Anos atrás, a paróquia Santa Terezinha já havia sido obrigada a tomar providências semelhantes. Na época, porém, optou-se pela colocação de grades ao redor da igreja para dificultar o acesso de pessoas mal-intencionadas.

Os seguranças, agora, vêm para reforçar o esquema e também proteger funcionários e freqüentadores da igreja. Atitudes agressivas de andarilhos em busca de donativos estariam ocorrendo com freqüência e amedrontando os freqüentadores. Houve casos de pessoas que, revoltadas por não terem recebido a pretendida ajuda, urinaram e defecaram na porta e até no altar.

(*) colaborou Josefa Cunha

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