Complicação
Além da pendência com a ECCB em relação ao contrato de emergência, a Prefeitura terá que resolver outro problema no transporte coletivo. O prefeito foi obrigado a adjudicar a Uematsu, que teve êxito na Justiça e foi considerada prejudicada na licitação de 1996. A entrada da Uematsu no sistema pode acontecer a qualquer momento.
Indenização
O maior transtorno para o Município com a operação da Uematsu não é seu direito. A TUA, apontada até o momento como a empresa que teria que ceder o lugar, certamente irá recorrer e, se perder, vai buscar indenização. Por outro lado, a Uematsu também pode querer receber pelos anos de contrato que ela não teve, por erro na licitação.
Flexibilidade
O batismo de Clube dos 13, dado ao grupo de vereadores que têm laços estreitos com Walter Costa (PPS) na Câmara, é flexível. O grupo acabou ganhando a adesão de Milton Dota Jr, também do PPS, nomeado líder do prefeito no Legislativo. Já em relação ao apoio ao prefeito, a situação pode não ser a mesma. Faria Neto, por exemplo, garante que não é mesmo.
Indefinido
Faria, inclusive, não gosta de ser chamado de situacionista, embora sua movimentação, até agora, tenha beneficiado bastante o partido do prefeito - o PPS. Na sessão de segunda-feira, ficou demonstrado que Nilson Costa tem maioria ainda indefinida e que pode se ver em apuros na primeira polêmica ou escorregão.
Pisando em ovos
Os cuidados são tantos que para o almoço do Clube dos 13 (não foram todos) com o Executivo, anteontem, o prefeito foi aconselhado por um dos articuladores do grupo a não ir à churrascaria. Foi aí que o chefe de Gabinete, Antonio Sérgio Marsola, entrou em cena, tornando a reunião um pouco mais discreta.
Vermelha, não
O presidente da Câmara Municipal, Walter Costa (PPS), mandou sumir com todas as canetas vermelhas de sua mesa de trabalho. Justificou que não gosta da cor e arrematou com a seguinte frase: Além do mais, não sou comunista. Na mesa de Costa, só sobraram canetas azuis. Pode ser que ele ganhe uma verdinha, de Rodrigo Agostinho (PMDB).
Carteira no chão
A confusão no plenário da Câmara, na noite de anteontem, era tanta que o vereador Leandro Martins (PPB) acabou perdendo sua carteira. Minutos depois coube ao tucano Edmundo Albuquerque achar a capanga no chão. Ele só soube que a carteira era de Leandro por causa do nome nos documentos. Se fosse pela foto, o moço ainda estaria na época das touradas, em Rinópolis.
Tensão no ninho
E surgiram especulações, ontem, no ninho tucano de que Élio Busch se aliou a Carlos Ladeira para iniciar um movimento que visa renovar o comando do partido na cidade. Um abaixo-assinado entre os militantes já estaria em curso, pondo Rubens Spíndola (presidente) e o vice Natan Chaves em alerta.
Intervenção?
O destino final do abaixo-assinado seria São Paulo, mais precisamente o diretório estadual. Tudo ainda não passa de uma informação extra-oficial, que será apurada hoje pela editoria de política. Tucanos com informações sobre o assunto, favor entrar em contato pelo fone 3104-3104 ou pelo e-mail disponível ao pé da coluna.