Geral

Botucatu abre nova frente de trabalho

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

É a quinta edição do programa que procura minimizar as conseqüências geradas pela falta de emprego na cidade

Botucatu - Uma nova frente de trabalho, criada pela Prefeitura e administrada pela Secretaria de Assistência Social e que tem como finalidade principal amenizar o problema do desemprego vivido pelos trabalhadores locais, teve início esta semana em Botucatu. Esta já é a quinta edição do programa, porém é a que menos empregou desde o seu início. Para esta edição, apenas 25 pessoas foram contratadas para realizar serviços de limpeza, geralmente braçais. A carga horária é de 34 horas de serviço por semana. Segundo a assistente social do município, Sílvia Fumes Carvalho, o programa já chegou a empregar 420 pessoas.

No entanto, o motivo para uma diminuição tão drástica no número de selecionados deveu-se, segundo Sílvia, à troca de prefeitos. Antes de voltar a selecionar centenas de pessoas, o atual prefeito, Antônio Mário Ielo (PT), quer conhecer melhor o programa e ter certeza de que realmente vale a pena investir nele. Se depender da confiança da assistente social, o programa emergencial voltará a crescer. Eu acredito que não tem mais como parar. O programa tornou-se uma tradição na cidade. A população aceitou bem a idéia, que tornou-se, além de um importante auxílio aos desempregados, uma fonte de mão-de-obra para manter o município em ordem.

A primeira edição do programa teve início em julho de 1999, com o objetivo de oferecer, àqueles que estão sem emprego, a oportunidade de continuar trabalhando e de participar de cursos de qualificação profissional, os quais são ministrados por escolas profissionalizantes como o Senai e Senac. Aos trabalhadores selecionados é oferecida uma bolsa-auxílio, que inclui um salário de R$ 150, cesta básica, vale-transporte e seguro de vida.

A seleção é feita por uma comissão formada por cinco servidores nomeados pelo prefeito. O critério seguido por esses servidores durante o processo de seleção, segundo informou Sílvia (que faz parte da comissão), tem mais a ver com questões familiares. De início, o candidato a uma vaga na frente de trabalho precisa estar desempregado há no mínimo seis meses e não pode estar recebendo benefício do Governo. Depois disso, começam a ser analisados os critérios familiares dos candidatos. Segundo Sílvia, dá-se preferência a quem tem o maior número de filhos, a quem paga aluguel ou tem alguém em casa com problemas de saúde, e por aí vai. Essa é uma peneira difícil de se fazer, lamenta Sílvia, lembrando que quase 200 pessoas fizeram inscrição para trabalhar, mas apenas 25 foram escolhidas. As demais ficam em uma lista de espera. Caso algum dos selecionados desista do programa o próximo da lista é chamado. Não há limite de idade para se inscrever. Apenas exige-se que o candidato seja maior de idade.

Sílvia informou ainda que antes de iniciar os trabalhos, os selecionados devem assinar um termo de adesão onde está bem claro que tal emprego não caracteriza vínculo empregatício. De acordo com a assistente social, o programa está amparado por uma lei municipal, cujo conteúdo foi espelhado em um outro programa que, segundo ela, já vem sendo realizado pelo Governo do Estado.

A frente de trabalho, que começou esta semana, terá duração de três meses. Ou seja, termina no próximo dia 5 de maio. Até lá nenhuma outra frente poderá ser criada.

Comentários

Comentários