Crise no auge
A eterna crise que cerca o diretório municipal do PSDB ganhou novos lances, no dia de ontem. Conforme foi adiantado pela Entrelinha, o diretório tucano caminha para a dissolução, por bem ou por mal. A reclamação foi feita por Rubinho Spíndola, presidente da executiva municipal do partido. Ele acusa Élio Busch e Carlos Ladeira de tramar um golpe para derrubá-lo.
Cabeças a prêmio
O vice-presidente da legenda, Natan Chaves, classifica como traição as articulações de Busch e Ladeira. É uma aliança fisiológica, diz. Natan lembra que os dois eram inimigos e que só se juntaram agora por interesses em comum, ou seja, sua cabeça e a de Spíndola. Eles precisam de cacife eleitoral para se manterem onde estão, disparou o tucano.
Medina agrícola
Depois de acomodar o ex-vereador Paulo Agustinho (PTB) na divisão que cuida de cemitérios, na Emdurb, o Executivo deu uma forcinha para que outro ex-vereador, também do PTB, Rogério Medina, se sinta mais à vontade na Administração, da qual já fazia parte como funcionário. Medina foi deslocado da Seplan, que havia deixado há muitos anos, para trabalhar na Secretaria Municipal de Agricultura.
TUA ou Kuba?
A polêmica situação do transporte coletivo, em função da vitória judicial da Uematsu, gera um impasse. Na opinião de um jurista especializado, quem deixaria o sistema seria a Kuba e não a TUA, derrotada na ação. Isso porque, ao considerar a Uematsu habilitada na concorrência de 1996, o resultado final seria outro. Nos dois lotes licitados na época, a Kuba foi terceira colocada nos dois casos.
Uma saída
Miguel Uematsu, proprietário da empresa, disse, ontem, ao JC, que quer colocar os ônibus em operação. O prefeito teria uma alternativa: contratar a Uematsu, que ficaria com parte das linhas restantes da ECCB e manter a TUA e Kuba no sistema até a definição desta demanda judicial. Além disso, o Município poderia pedir à Uematsu que abrisse mão da indenização.
Batalha das águas
Curiosa a disputa pela formação da Fundação da Bacia Hidrográfica na região, entre Bauru e Araraquara. A conseqüência positiva será a possibilidade de investimento sem a necessidade de mendigar dinheiro ao Governo do Estado. A conseqüência negativa é que todos os municípios irão pagar pela água dos mananciais. Este último fato ocorrerá com ou sem a fundação. Então, melhor que seja em Bauru. Caneta verde
O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) deu uma pausa, ontem, em sua peregrinação para a formação da Fundação da Bacia Hidrográfica Batalha-Tietê-Jacaré Pepira. Agostinho leu nesta coluna, na edição de ontem, a reclamação do presidente da Câmara, Walter Costa (PPS), sobre a presença de canetas vermelhas em sua mesa. Rodrigo visitou o presidente da Casa à tarde e entregou-lhe uma caneta verde, em homenagem ao meio ambiente.
Olhos gordos
Vereadores de oposição estão de olho nas possíveis vantagens que os vereadores do Clube dos 13 possam ter na Prefeitura, por conta da propalada aliança que mantêm com o governo Nilson Costa. O chefe de Gabinete, coronel Antonio Marsola, está com pelo menos oito pares de olhos sobre sua atuação nos despachos que dizem respeito ao Legislativo.