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Pescarias e histórias de quatro companheiros

(*) Valdir Ribeiro
| Tempo de leitura: 2 min

Há tempos parei com caçadasNão dá mais para arriscarPois os homens da leiNos querem trancafiarHoje com dicas de amigosPirangueiro vou virarAté comprei umas traiasPra vergonha não passar

Somos quatro companheiros Que adoramos pescarNo bebódromo do seu AlécioÉ o lugar de se encontrarAli contamos históriasDo cabelo arrepiarMas dali ninguém sai Sem pescaria combinar

Todos temos apelidosPara ninguém estrilarO amigo Beto é o coxinhaCustou a se acostumarAlécio o Pica PauO mais velho e titularCipó amigo dos amigosQuem é nem precisa falar

Mauro é o BoiadeiroO mais novo a se juntarPois faz apenas dois anosQue pode se aposentarÉ um companheiro animadoQue não costuma atrasarEstá formado o quartetoQue vai dar o que falar

No dia que tem pescariaCompromisso nem pensarLargamos as ferramentasE o serviço vai pararBem cedinho levantamosPara iscas prepararEntão juntamos os quatroLá vamos estrada a rodar

Na Kombi levamos de tudoPara o dia todo passarTem dia que vai até gatoPara no mato soltarTambém a caixa com geloPra cerveja não esquentarE o litro de cachaçaQue nunca pode faltar

Quando deixamos a pistaE as fazendas atravessarVamos aí admirandoAs boiadas a pastarTem vez que até a marchaEu tenho que maneirarPois surge em nossa frenteLindas seriemas a andar

Quando chegamos ao rioParamos no mesmo lugarCada um pega sua traiaE vamos todos a andarApressados vamos nósO melhor poço encontrarPassamos então o diaCom nada se preocupar

Quando chega à tardinhaQue já é hora de voltarTodos ali se reúnemPara uns goles tomarAí começam as históriasDe peixão sempre a escaparTem gente até mais bravoPor a linha rebentar

E depois de umas beiçadasPara a volta reiniciarO saci vem de mansinhoJá começa a rodearFica por perto sondandoAté a hora de atacarParece até que é chamadoPor telefone celular

Nossa Kombi até já conheceComo na volta operarNão pode ver mata burroQue não passa sem pararPor que parou? Parou por quê?Alguém já tem que falarMais uns tragos e seguimosPara a viagem não atrasar

Quando chegamos no asfaltoÉ obrigatório pararComeçamos então na cervejaPra coisa não engrossarPegamos então já mais levePara o sinal não avançarMas tem dia que não tem jeitoTemos que o saci amarrar

Alegres então agradecemosA Deus por nos guardarTomamos então a saideiraPara não desanimarNos despedimos já pensandoOutra dessa prepararE felizes esperamosA semana terminar.

(*) Os versos de Valdir Ribeiro contam o dia-a-dia de quatro amigos pescadores.

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