Zonas Oeste, Norte, Noroeste e Sudoeste apresentam infestação acima ou muito próxima do máximo tolerado pela OMS
Pelo menos 26 bairros de Bauru estão com níveis altos do chamado índice de Breteau, indicativo da infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O nível máximo tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 5 na escala, mas algumas localidades, como Zona Oeste e distrito de Tibiriçá, chegam a ultrapassá-lo, atingindo 5,87 e 6,15, respectivamente.
Em levantamento realizado no mês passado pelo Departamento de Saúde Coletiva (DSC), o índice médio no município ficou em 1,94, mas os técnicos municipais afirmam que o nível 2 já é motivo de preocupação. Segundo o último relatório, as zonas Oeste (Vila Dutra, Parque Santa Cândida, Parque Real, Vila Pacífico, Vila Industrial, Vila Paraíso, Vila Souto, Vila Giunta, núcleo Leão XIII e Parque Viaduto), Norte e Noroeste (Parque Vista Alegre, Jardim Godoy, Bela Vista, Vila Seabra, Parque São Geraldo e Jardim Santana) e Sudoeste (Vila Independência, Vila Popular-Ipiranga, Jardim Ouro Verde, Jardim Shangrila, Parque dos Sabiás, Parque das Andorinhas, Jardim do Sul, Jardim Terra Branca e Vila São Francisco) apresentam, respectivamente, níveis 5,87, 4,14 e 3,69.
Durante o levantamento, a cidade foi dividida em 12 áreas, das quais quatro são as mais preocupantes. No setor 9, o índice chegou a 12, mas a infestação é muito localizada, restrito particularmente em áreas faveladas.
O aumento dos níveis de infestação é esperado nesta época do alto verão, quando as chuvas são freqüentes e acabam acumulando água limpa em diversos tipos de recipientes deixados ao relento pela população.
Todos os dados coletados pelo DSC serão juntados ao levantamento do mês de fevereiro, que começa a ser desenvolvido na próxima segunda-feira, depois de um treinamento entre os agentes de controle de vetores. Os novos índices de infestação devem sair no final do mês.
A análise dos números vai determinar o redirecionamento das ações das equipes do DSC, que vão se concentrar nos locais mais críticos. O próprio tipo de atuação será diferente: até o fim do verão, o órgão municipal estará substituindo a visitação periódica casa-a-casa por uma busca ativa de casos suspeitos e arrastões, como forma de combate mais efetivo à intensa proliferação do inseto.
Outro dado que serve para redefinir o trabalho dos agentes do DSC é a identificação dos principais tipos de recipientes onde foram encontradas as larvas do mosquito. Em bairros como o Parque Vista Alegre e Bela Vista, por exemplo, há um grande número de focos do Aedes em vasos de plantas aquáticas ou pratos para vasos.
Desde janeiro, a cidade confirmou dois casos de dengue, importados do Rio de Janeiro. Há outros 12 casos suspeitos aguardando os resultados dos exames de laboratório.