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Unesp abre processo de interiorização

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Reunião ontem, em Bauru, marcou o início da descentralização proposta pela nova Reitoria da universidade

A proposta de interiorização da Universidade Estadual Paulista (Unesp) começou a ser colocada em prática ontem, em Bauru, durante a primeira reunião de trabalho da pró-reitoria de graduação. O vice-reitor da universidade, Paulo Cezar Razuk, e o pró-reitor de graduação, Wilson Galhego Garcia, estiveram presentes para discutir aspectos relacionados ao processo de auto-avaliação da instituição. Na ocasião, Razuk fez uma declaração de certa forma animadora para quem torce pela vinda da Reitoria para Bauru: Qualquer palavra minha pode ser prematura em função da existência de uma comissão que eleger a cidade-sede, mas Bauru é uma fortíssima concorrente. Ficaria muito feliz se o município fosse escolhido, porque tenho raízes aqui. As condições de acesso ao Estado todo é excelente.

Voltando à pauta da reunião, a pró-reitoria considera que a avaliação tem grande importância, já que sem ela não seria possível prestar contas à sociedade sobre o que foi feito e alcançado com o dinheiro público destinado à educação. Entre os critérios utilizados pela comissão de avaliação estão as instalações, os cursos e o corpo docente. A comissão vai avaliar todas as atividades: gestão, graduação, pós-graduação, e extensão. Enfim, todas as atividades da Unesp. Uma reunião importante como essa já está sendo realizada fora de São Paulo, enfatizou o pró-reitor.

Razuk esclareceu que o processo de avaliação é uma exigência do Conselho Estadual de Educação, visando um desempenho adequado da universidade nas diversas áreas em que atua. Um dos aspectos abordados na reunião foi o comportamento da Unesp em relação à comunidade. O que ela devolve para a sociedade, do que ela recebe de impostos? A universidade tem que ter um compromisso social. Ela não é uma torre de marfim. É por isso que a reitoria está saindo de lá e vindo para o Interior, expôs o pró-reitor.

O câmpus da Unesp - Bauru é o primeiro a ser visitado por Garcia, que também é professor titular de Ciências Sociais no curso de Odontologia de Araçatuba. Ele esclarece quais são as principais funções exercidas pelo pró-reitor de graduação. Eu cuido do miolo da universidade, que é a graduação, os 84 cursos. São praticamente 25 mil alunos, que é a parte principal da universidade. Ela existe em função da graduação. Quando você pensa em Unesp, você pensa em Letras, Medicina, Agronomia, Engenharia etc. A graduação dá visibilidade à universidade, explicou.

Na reunião de ontem, foram distribuídas as tarefas aos responsáveis por cada área da Unesp - Bauru. As planilhas com as avaliações específicas de cada área serão devolvidas em 20 dias, quando será realizada nova reunião. Isso será feito em cada departamento da universidade, adiantou Garcia.

O pró-reitor acrescentou, ainda, um comentário sobre a importância do respaldo político para o bom desenvolvimento das atividades em questão. É preciso que haja uma postura política favorável a esse trabalho. Isso nós estamos encontrando no poder público de Bauru, afirmou.

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