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Redação
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Método anticoncepcional natural não é seguro

O método anticoncepcional natural, o único permitido pelo Vaticano e que é a opção de muitos casais católicos, é menos confiável do que se supunha. É o que informa um estudo publicado pela revista científica britânica "British Medical Journal".

Segundo o informe, esta prática anticoncepcional não oferece resultados seguros nem mesmo quando a mulher tem um ciclo menstrual regular. Neste sentido, o estudo frisa que a abstinência sexual na fase dos dias férteis (entre o 10º e 17º do ciclo) é quase inútil para evitar uma gravidez, pois apenas 30% das mulheres ovulam neste período.

Esta é a conclusão do especialista Allen Wilcox, do National Institute of Environmental Health Sciences, de Durham, na Carolina do Norte, que estudou 213 ciclos femininos.

A cada dia, entre o sexto e o 21º dia do ciclo, as mulheres têm, no mínimo, 10% de probabilidades de engravidarem; 2% são férteis entre o 4º e 17º dia, e 70% entre o 10º e o 17º.

"Prever a ovulação usando apenas os cálculos sobre a duração do ciclo é muito difícil", frisou Anne Wyman, chefe da Associação Britânica para o Planejamento Familiar. "Para que o anticoncepcional natural seja eficaz é preciso ter em conta outros indicadores da fertilidade, como as mudanças na mucosa cervical e a temperatura corporal". (Ansa)

Pílula do dia seguinte chega ao mercado

A pílula do dia seguinte, aprovada para venda pela primeira vez nos Estados Unidos em 12 de setembro, chega ao mercado americano. O distribuidor Danco Laboratories entregou as primeiras doses de mifepristine, a substância que provoca o aborto do feto nas primeiras semanas de gravidez, comumente conhecida por RU-486, e que leva o nome comercial de Mifeprex.

As primeiras entregas destinam-se aos consultores legais do Planned Parenthood e da National Abortion Federation, duas das mais conhecidas organizações que lutam para defender o direito de interromper a gravidez.

Mais de 300 destes consultores já estão aptos para distribuir a pílula do aborto por um preço que varia entre US$ 300 e US$ 700.

A aprovação da pílula do dia seguinte pela Food and Drug Administration (FDS, a entidade federal americana de controle do mercado de remédios e de alimentos) certamente não acalmou a ira de grupos contra o aborto para com os médicos que oferecem este serviço para suas pacientes. (Ansa)

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