Geral

As coisas se repetindo!

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

As tempestades acontecem inexoráveis, destruindo bens públicos e agredindo mortalmente figuras da população na sua exorbitante velocidade. E haveriam pulsos humanos condicionados para contê-las no nascedouro? Absolutamente, porque elas marcam tudo com traços indeléveis, como o fizeram as revolutas águas da quinta-feira passada, preocupando, ainda agora, a todo mundo. Por isso, conhecendo bem, como realmente conhecemos, o prezado Nilson Costa, pois que com ele privamos, na Redação, durante saudosos 25 anos, ou seja, até que ele, elegendo-se prefeito, lançou aos companheiros o seu comovido adeus, parece-nos estar vislumbrando-o, nos corredores da Prefeitura, com as mãos na cabeça, invocando: Deus do céu, que milagre terei de ensaiar a fim de conseguir recursos para saldar os débitos decorrentes da reparação dos danos causados pela tempestade? Como mostrar à população serviços comprobatórios da diligência administrativa em favor de centenas de citadinos atacados pela fúria leonina das águas? A decretada calamidade pública seria bastante para gerar recursos a fim de salvar a pátria, quase afogada, com urgente recolocação do trem nos devidos trilhos, coisa que exigirá da Municipalidade cerca de 3,6 milhões de reais, que ela não possui momentaneamente?

Sinceramente, caros leitores, a torrente aquática, com tão gravíssimas lesões causadas a artérias, obras públicas, prédios e formações físicas, representadas estas por mortos e feridos, não conseguiria mesmo isentar o prefeito de inquietações incomuns, sem dúvida muito mais agudas que as vividas por ele nos seus longos anos de lutas nos difíceis caminhos percorridos sobre os espinheiros da imprensa amada, desenvolvidos para colocar, toda manhã, religiosamente, nas mãos dos assinantes e demais leitores, as edições diárias do Jornal, o que era sempre ocasião para que o diretor pusesse as mãos na cabeça requerendo a ajuda dos santos, o que ele repete, no trato dos efeitos das enxurradas da semana que passou, ainda que tendo agora os cabelos algo encanecidos. Mas é preciso que não só os anjinhos do céu colaborem, como, igualmente, os munícipes no seu todo, porque governar sob temporal é uma coisa e, sob o sol ardente, é outra. Então, bem que o prefeito merece a condescendência e o apoio de todos, até porque o desastroso vendaval de dias atrás não foi inventado e nem encomendado por ele, certo? Antes, se pudesse, provocaria copiosíssima chuva de reais! Estamos rezando para que os céus não lhe mandem outra daquele tamanho! É no que entendemos poder ajudar ao bom amigo e à cidade querida! É a nossa opinião.

(*) N. Serra, jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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