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Pedro Macéa diz que não venderá o BAC

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

As instalações do Bauru Atlético Clube (BAC) - localizadas no Altos da Cidade - não correm mais o risco de serem comercializadas. A garantia é do próprio presidente do clube, Pedro Macéa. Em nota encaminhada ontem ao Jornal da Cidade, ele afirmou que a proposta de comercialização da área está descartada de vez.

O assunto veio à tona em dezembro passado, quando o Conselho Deliberativo do BAC aprovou a proposta de estudar uma possível venda das atuais instalações. O projeto de Macéa era utilizar o dinheiro para adquirir uma área maior, de fácil acesso e que ficasse longe dos constantes transtornos de ter uma sede no centro da cidade. Na época, ele alegou para justificar a proposta, entre outros pontos, a insegurança dos associados.

A região do clube registra um dos maiores índices de roubos de carros. A falta de espaço para o crescimento do clube e de estacionamento para seus sócios também foram motivos apontados pelo presidente. Sua intenção era construir, numa nova área, um clube moderno, espaçoso e com mais opções de lazer. A proposta, no entanto, gerou polêmica tão logo foi anunciada.

Identificado como o clube que revelou Pelé para o mundo, associados e ex-presidentes manifestaram-se contra a intenção de Macéa. Pelo menos três empresários tinham interesse em adquirir a área, cuja avaliação financeira nunca foi revelada.

Um dos ex-presidentes que se posicionaram publicamente contra a venda das instalações foi o advogado Arlindo Figueiredo. Ele pediu oficialmente à presidência do BAC o número de associados, balanços financeiros e outros dados, com o objetivo de avaliar a situação do clube. Sua solicitação não foi aprovada pela direção. Figueiredo então acionou a Justiça para conseguir a documentação, que acatou a solicitação.

Evolução

Na nota enviada ao Jornal da Cidade, Macéa explica que quando ele e a diretoria apresentaram, entre outras sugestões, a hipótese de mudar a sede central do clube, a intenção não foi outra senão evoluir, entendendo que seria um dos anseios do quadro associativo.

Infelizmente, nos enganamos. Publicamente, só houve manifestações contrárias, com larga exploração jornalística, que nunca se preocupou em analisar a proposta tecnicamente, inclusive, a veemente oposição de um dos presidentes anteriores, por sinal feita dentro da legalidade, nos fez refletir e concluir pela manutenção da sede central do Bauru Atlético Clube nos Altos da Cidade.

Macéa relata ainda que, lamentavelmente, se ocorresse a venda ele não teria condições de, quase sozinho, devido a afazeres profissionais, administrar a construção do novo clube e assumir mais responsabilidades, arriscando a estabilidade de uma entidade de quase 100 anos.

Também a melhoria das atividades no clube, neste verão, nos encaminharam a outras opções, consideradas anteriormente pelo Conselho Deliberativo e pela Diretoria Executiva. O desgaste pessoal da polêmica estabelecida nos fará refletir sobre a conveniência de continuar no comando baqueano. O presidente encerra a carta da seguinte forma: Sem qualquer mágoa, Pedro Macéa.

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