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Núcleo Joaquim Guilherme também é alvo da Promotoria

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 1 min

Localizado próximo ao Jardim Jussara, o Núcleo Joaquim Guilherme, conhecido como Pernambuco, também é alvo de investigação da Promotoria Pública. O motivo é a erosão verificada na nascente Água do Sobrado, a qual já atinge 800 metros de comprimento e 10 metros de profundidade.

A investigação do MP foi motivada por representação feita pelo Instituto Ambiental Vidágua, há um ano. A erosão era pequena, não chegava a três metros. O problema é que com a construção do Núcleo Joaquim Guilherme, que foi sem licença da Secretaria do Meio Ambiente e da Secretaria do Planejamento, as ruas foram feitas sem galeria e em direção ao córrego, além de terem desmatado a nascente do córrego, relembra o ambientalista e vereador Rodrigo Agostinho, voluntário do Instituto Ambiental Vidágua.

Por causa da denúncia do Vidágua, a construtora responsável pela obra foi autuada pela Polícia Florestal em razão do desmatamento. Com as primeiras chuvas e conseqüente aumento da erosão, o caso foi levado ao MP e à Procuradoria da República, uma vez que o núcleo foi construído com verbas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Anexado à representação, foi incluído laudo da Associação dos Geógrafos do Brasil (AGB), que apontava como causa da erosão a construção do bairro.

Até o momento, o MP não se manifestou sobre o assunto e gostaríamos de obter uma resposta, afinal, a erosão está ficando feia e causando todo o assoreamento da avenida Alfredo Maia e intensificando o problema de inundação naquela região, denuncia Agostinho.

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