Arraigado ao planeta Terra, longo é o período de experiência e evolução do espírito humano, até ganhar, como prêmio, o direito aos seus vôos mais altos.
Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias de minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. versão da Igreja Grega).
Maria Anita, nesta experiência terrena, foi mulher independente, foi esposa, mãe, avó, enfermeira, e, por último. religiosa com fervor. Uma caminhada invejável pelas estradas tortuosas e acidentadas da vida. Uma vida com todas as características dos habitantes deste nosso, ainda paupérrimo, planeta Terra.
Compenetrada com seus compromissos religiosos, costumava dizer, nos últimos dias em que esteve conosco em corpo e alma: Deus não nega atendimento àquele que bate os joelhos no chão, e ora com fervor e respeito. Se ficarem pendências, elas serão poucas e superáveis.
Antes de ser tragada pelas águas, assistiu ao seu último culto na Igreja Assembléia de Deus, na Av. Alfredo Maia. E, quando impossibilitada de sair das águas da forte chuva, ainda pôde mostrar ao marido e à filha um olhar repleto de serenidade e confiança em Deus. Um Deus misericordioso que não cria nenhum de seus filhos para depois matá-lo. Um Deus que permitia-lhe, naquele momento, que ela vislumbrasse os novos horizontes de uma nova vida.
Nunca fomos da mesma religião. Mas sempre soubemos que a convergência ao mesmo Deus era irreversível, e o respeito que tínhamos como irmãos, era recíproco e muito verdadeiro. E não vamos culpar, agora, minha querida irmã, nenhuma autoridade deste mundo pelo seu desenlace.
A você, um beijo de todos nós, parentes e amigos!... (Antonio Ribeiro Corrêa - RG. 4.168.220)