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Cogumelo medicinal ganha espaço na região

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 3 min

Águas de Santa Bárbara - Ele foi descoberto em Piedade, interior de São Paulo, por um laboratório japonês. Agora, o cogumelo Acaricus blasei, uma espécie medicinal, começa a ganhar espaço na região, com a promessa de um bom lucro.

Consumido principalmente por países europeus e no Japão, essa espécie de cogumelo medicinal funciona como complemento alimentar por concentrar todas as vitaminas, aminoácidos e sais minerais necessários para o corpo humano. Há dois anos, o cogumelo medicinal, para exportação, é produzido em Águas de Santa Bárbara pela empresa Água Cogumelo.

O cogumelo medicinal tem duas fases de produção: a do composto orgânico e a do cogumelo. E por isso, existem dois tipos de produtores, o do composto e o do cogumelo.

Os produtores de composto orgânico e de gogumelo medicinal, Luiz Carlos Blasio e Jorge Christian Fernandes Figueira, explicaram que a produção de cogumelo pode ser feita num espaço de 50 metros quadrados. Já a de composto exige um espaço bem maior, numa chácara, por exemplo.

A produção do composto orgânico começa com a compostagem de bagaço de cana-de-açúcar e de feno. Esses dois tipos de palha são molhados e pisados, com os pés (como os italianos faziam vinho antigamente) e passam por um processo de fermentação. Depois de fermentado, mistura-se o feno com o bagaço de cana-de-açúcar. Todo esse processo demora cerca de 30 dias. Essa mistura de materiais fermantados será resfriada e colocada em um pasteurizador. Essa segunda etapa demora mais 15 dias. Depois dessas duas etapas, o composto orgânico está pronto para receber as sementes de cogumelo.

A partir de então, começa a produção de cogumelo medicinal. Depois de ser pasteurizado, o composto orgânico é ensacado e recebe a semente. Durante aproximadamente 15 dias, esse composto criará fungos, que cobrem todo material orgânico. É adicionada uma camada de terra de cinco centímetros e os cogumelos começam a nascer no próprio saco. Cada saco de cogumelo pode atingir até um ano de ciclo de produção. Mas, nada impede que o cogulemo seja preparado em canteiros. Depois que nasce, o cogumelo é colhido, lavado e desidratado. Após o processo de desidratação, os cogumelos são embalados e estão prontos para serem exportados.

Os produtores de Águas de Santa Bárbara, que produzem os cogumelos medicinais há dois anos, e o composto há seis meses, explicaram que um saco com 15 quilos de composto orgânico pode produzir cerca de dois quilos de cogumelos frescos e 200 gramas de cogumelos desidratados.

O lucro chama atenção. O produtor de cogumelo pode vender cada quilo desidratado, de qualidade A, por R$ 140,00. O seu custo será com água, energia elétrica e o composto orgânico, que pode custar entre R$ 4,00 e R$ 6,00.

Santo remédio

O cogumelo Agaricus blasei é um composto alimentar que concentra vitaminas, sais minerais e aminoácidos, mas não tem ferro. Os japoneses costumam consumir o cogumelo como aperitivo. É utilizado, também, para prevenir ou melhorar doenças humanas, entre elas, diabetes, doenças do aparelho circulatório, aparelho digestivo, secreção interna, aparelho respiratório, aparelho reprodutor e aparelho urinário.

Quanto custa?

Para iniciar a produção de cogumelos medicinais é preciso um espaço de, no mínimo 50 metros quadrados.

Para um espaço de 100 metros quadrados alguns equipamentos básicos. Confira cada um e o seu valor aproximado:

* estufa de 100 m²: entre R$ 1 mil a 1,5 mil;

* desidratadora: R$ 850,00

* Seladora: entre R$ 150,00 a R$ 200,00;

* Sacos e silica gel para embalar;

* Água limpa (não pode ser clorada);

* Mão-de-obra (duas pessoas);

* Composto orgânico.

A estufa de 100 metros quadrados pode abrigar cerca de 6 mil quilos de composto orgânico, que custaria entre R$ 2 mil e R$ 3 mil e produziria aproximadamente 79,8 quilos de cogumelos desidratados. Como cada quilo desidratado custa R$ R$ 140,00, o lucro total dessa produção seria de R$ 11.172,00.

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