Objetivando reaquecer a lenda dessa fantástica entidade do folclore brasileiro, vem aí o Festival Nacional do Saci
Botucatu - Com tantos admiradores e até criadores, já estava mesmo na hora da cidade reivindicar o título de A cidade do saci. Lá, a questão é tratada com tanta seriedade que o Departamento Municipal de Cultura já está trabalhando na organização do Festival Nacional do Saci, a ser realizado no mês de agosto.
O evento terá como meta promover a memória do folclore nacional, inclusive de outros personagens de lendas brasileiras. Serão realizadas apresentações de música, dança e teatro, concurso de contos em parceria com a Associação Botucatuense de Letras (ABL), discussões sobre meio ambiente e resgate da culinária local.
O festival deve contar também com o apoio da Associação Nacional dos Criadores de Saci (ANCS) e do Sebrae, que ficará responsável pelo projeto de marketing cultural. O Departamento de Cultura também tentará levar para Botucatu o cartunista Ziraldo, dono do personagem Saci para histórias em quadrinhos.
O projeto tem a intenção de envolver a comunidade com a necessidade de preservação do meio ambiente e em especial da Cuesta de Botucatu. Para tanto, pretende-se criar a Trilha do Saci, que inclusive, poderá ser explorada turisticamente.
O diretor de Cultura do município, Wilson Nakamoto, disse que já há conversações com Organizações Não Governamentais (ONGs) para que estas utilizem o festival para trabalhar e vender artesanato relacionados ao Saci. Nós queremos fazer com que Botucatu torne-se conhecida como a cidade do Saci, disse.
Eventos tradicionais
Apesar dos recursos escassos, o diretor Wilson Nakamoto garante que o ano de 2001 será marcado por grandes eventos e pelo início de um trabalho de recuperação das raízes históricas da cidade. O objetivo é continuar promovendo os eventos que já se tornaram tradicionais, como o Festival de Inverno, a Semana Angelino de Oliveira e o Festival de Dança, e incorporar novos projetos.
O Departamento já está trabalhando também, em conjunto com outras entidades, na organização da Feira da Mandioca e na Oficina de Produção de Lã. Nakamoto afirma que as escolinhas musicais, as oficinas culturais, a Banda e a Orquestra Municipal, também serão mantidas. Vamos promover algumas alterações e adequá-las a uma nova realidade. O Teatro Municipal Camilo Fernandes Dinucci já tem vários espetáculos agendados e outros aguardando confirmação. Durante o mês de março, estão confirmadas quatro apresentações.
Oficina de lã
O projeto vai envolver a Secretaria de Assistência Social, o Departamento de Cultura e a Coordenaria de Assistência Técnica Integrada (Cati), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura.
O programa será desenvolvido em um bairro periférico, atendendo mulheres que trabalham na Frente de Trabalho da Prefeitura. Um profissional será contatado para orientar a produção. Os participantes comercializarão os produtos através de uma cooperativa. A intenção é pagar a matéria prima para os criadores de carneiro com o produto final, reduzindo custos e aumentando o rendimento dos participantes do programa.
Feira da mandioca
O evento, que ainda não tem data definida, será realizado em parceria com a Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, da fazenda Lageado (FCA). O objetivo é mostrar os trabalhos e produtos desenvolvidos pela universidade, que têm despertado o interesse da comunidade científica mundial.