O conhecimento popular, inadvertidamente, pode ser levado a relacionar artes marciais à violência. O uso deturpado dessa fonte de conhecimento humano tem contribuído, sob numerosas formas, à correlação equivocada.
Achados arqueológicos indicam a existência das artes marciais há mais de 2.200 ano, cuja origem é atribuída à observação que o homem oriental realizou dos movimentos e reações dos animais em sua luta pela sobrevivência, adaptando-os ao comportamento humano.
O Templo de Shaolim, antiga China, foi o maior centro de ensino de artes marciais no país. Seus integrantes, todos monges, praticavam meditação, caligrafia, pintura e artes marciais, com o intuito de fortalecer a saúde do corpo e assim, torná-lo eficiente como moradia de um espírito em paz.
Esta breve explanação histórica enfatiza as raízes filosóficas e religiosas, bem como o inerente cultivo da disciplina. A prática das artes marciais colabora com o resgate dos limites, da ordem, do respeito e da disciplina, posturas estas indispensáveis ao homem sadio e forte psiquicamente.
Que as artes marciais sejam mais divulgadas, em toda a seriedade de seu trabalho, para que mais jovens possam usufruir de seus benefícios, a exemplo de que fizeram os antigos monges orientais. (Prof. Ivan Tobias - RG. 19.669.309-3)