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O CARNAVAL VEM AÍ...

Izabel Ramos
| Tempo de leitura: 2 min

A boa educação de antigamente ensinava que às mulheres cabia o recato e o pudor, a boa postura, e que uma mulher elegante era aquela que se vestia do modo simples e discreto, cobrindo seu corpo com classe e bom gosto. Se os valores de antes ensinavam que as pessoas deviam vestir-se, hoje induzem as pessoas a despir-se.

Tirar a roupa virou um gesto de rotina. Sobretudo às mulheres, este apelo é dirigido abertamente. Talvez por isso, o País esteja recebendo, de Norte a Sul, esta carga de imagens altamente eróticas, na TV, nas revistas, no cinema e no teatro, na publicidade em geral.

A foto da mulher despida tornou-se um lugar comum, onde quer que caia nosso vago olhar. Lá está ela. Transbordando nudez, opulência e sensualidade, pelos outdoors da vida. Nua no máximo. A mídia e a propaganda fizeram o favor de colocar nas cabeças dos anunciantes que a nudez é um valor respeitável. Acham que é uma evolução.

Nestes pobres novos tempos, a TV reina soberana e vai construindo os tais valores, com força para confundir gente culta e letrada. Pensam que a TV fez ruir o velho argumento de que nudez feminina reduz a pessoa a mero objeto.

A mulher constrói o seu corpo, malha, embeleza-se, exibe-se para homens, em forma de vitória feminina. E que vitória é essa? A vitória do corpo, tão-somente. Onde ficam os valores do espírito? Da bondade e do caráter?

Onde está a alma, a sensibilidade e o espírito desta mulher cujo único objetivo é posar nua?

Ah! Que batalhas insanas se lutam por aí! É uma guerra demoníaca e pornográfica a que está em curso. A nudez enfileira as mulheres ávidas pela foto e pelo sucesso. É a carreira do nu. São milhões nessa fila. O pior é constatar que gente de cultura esteja vendo nessa corrida uma forma de evolução.

Exercendo o direito da crítica... (Izabel Ramos - RG: 4.779.639)

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