Dise vinha investigando T.R.O. há alguns dias; com ele estavam um carro roubado, porções de maconha e seis armas
A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) apreendeu ontem seis armas, um carro roubado e porções de maconha com o empresário T. R. O. (apenas as iniciais do nome foram divulgadas pela polícia), 55 anos, proprietário de um motel e um balneário em Bauru e ex-candidato a vereador na última eleição.
A Dise estava investigando o empresário há alguns dias. Ontem, os policiais da delegacia encontraram um Vectra, ano 1997, placas de Mauá, em poder do acusado. Ao consultar o chassi, verificaram que o veículo era produto de roubo.
Em seguida, em companhia do empresário, os policiais seguiram rumo ao motel de propriedade do acusado e lá encontraram três revólveres e três espingardas, sendo uma calibre 28, outra calibre 12 (municiada) e uma Winchester.
Em um dos aposentos do motel, foram encontradas duas porções de maconha, totalizando 30 gramas, e uma balança de precisão, o que pode caracterizar comércio de substâncias entorpecentes.
T. R. O. foi autuado no artigo 180 do Código Penal por receptação de produto furtado, por porte ilegal de armas e, de acordo com o artigo 12 da lei 6.368 - de entorpecentes -, por tráfico de drogas. Nesse último caso, a pena pode variar de três a 15 anos de prisão. A punição para os demais crimes também prevê reclusão.
Preso em flagrante, o empresário seria encaminhado ontem à noite ao Cadeião, onde ficará recluso até decisão do juiz. T. R. O. não quis dar declarações à reportagem, limitado-se a dizer que já constituiu advogado. Até que não se esclareça tudo, não posso dizer nada, comentou.
Em relação às armas, a Dise realizará uma investigação pormenorizada para verificar sua origem e se são produto de furto. O autor do roubo do veículo será investigado por delegacia competente.
Agora, nós vamos investigar a relação que existe entre os entorpecentes encontrados, o carro e as armas. Há indícios de que há uma quadrilha agindo nesse sentido. Por si só, todas essas circunstâncias constituem-se em ilícitos para penas autônomas, afirma José Henrique Gomes dos Santos, delegado titular da Dise.