Os dois pés de maconha estavam sendo cultivados ao ar livre. Seus responsáveis não foram identificados
Marília - A maior surpresa da revista realizada na penitenciária de Marília, depois da rebelião do fim de semana, foi a localização pelos agentes penitenciários, no segundo pátio externo da ala onde ficam os presos em regime semi-aberto, de dois pés de maconha, com cerca de 30 centímetros cada, que estavam sendo cultivadas pelos detentos.
A operação teve ainda a prisão em flagrante de uma mulher de 54 anos e um homem de 25 anos sob a acusação de tráfico de drogas, a apreensão de 337 trouxas de maconha embalada para comercialização, 16 telefones celulares e cerca de 130 estiletes e facas.
Segundo o delegado José Carlos Costa, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que deu as informações ontem pela manhã, os dois pés de maconha estavam sendo cultivados ao ar livre. Seus responsáveis não foram identificados. Perto das plantas a revista descobriu ainda um pacote enterrado com as trouxas de maconha. Ainda no setor do semi- aberto, instalado ao lado da penitenciária, foram localizados 30 estiletes e facas e um telefone celular.
Dentro do presídio a revista descobriu mais de 100 estiletes, 200 gramas de maconha e três papelotes de cocaína. Também estavam dentro do presídio 15 telefones celulares. Alguns celulares e estiletes foram jogados para os pátios do presídios pelos próprios presos, antes de ser iniciada a revista. O detento Júlio Roberto de Melo Júnior foi autuado em flagrante depois que a revista descobriu 45,9 gramas de maconha embaladas para a venda, em sua cela.
A mulher Doraci Correia da Silva, que durante a rebelião permaneceu no presídio como um dos 247 reféns civis mantidos pelos detentos, foi presa em flagrante no momento em que foi submetida a revista para deixar a penitenciária. Dentro de sua calcinha, as agentes de segurança localizaram 29,8 gramas de crack. Na hora ela revelou que recebeu a droga de outro refém, Aparecido Ferreira de Souza, que também foi preso e autuado em flagrante.