Adélia III, Titanic, Jova, Ouricuri, Batalha, Tangará e Capão Escuro reuniram-se para uma aventura: descer o rio Batalha de Avaí até sua foz, no rio Tietê. Pescadores, amantes do rio e da natureza estão registrando a história do rio e lutando por sua preservação.
Sérgio Coelho é de Avaí e pesca no Batalha desde menino. Ele conta que já viu muitos dourados, piaparas e piracanjubas nas águas do Batalha, que hoje só traz lambaris, piaus, bagres e, com muita sorte, curimbatás. Pilotando o Adélia III ao lado do dentista José Mady, o Zeca, Coelho se entristece ao ver como o rio se encontra hoje. Por isso, procuram participar de ações com o grupo para que possam fazer com que o rio se recupere.
A primeira descida do rio Batalha reuniu nove embarcações, em janeiro de 1998, e foi organizada por Eurico de Oliveira, Urivaldo Garcia Gonçalves (Teco), Zeca, Coelho, Aroldo e Sérgio Tiepo (os dois últimos não puderam participar da edição de 2001). O grupo resolveu fazer a descida porque estava preocupado com as condições do rio.
A gente via muito lixo ser jogado no rio, até embalagens de veneno usado na agricultura. Aí, decidimos verificar como estava o curso do Batalha. Não tínhamos nenhum projeto inicial e começamos a pegar o lixo na frente dos pescadores. Assim esses conhecedores da região e voluntários do Batalha resolveram dar continuidade aos seus passeios e dar exemplo aos pescadores.
Em janeiro de 1999 foi feita a segunda descida, que reuniu cinco barcos. No mesmo período, em 2001, com a participação de sete embarcações, o grupo tem buscado novos apoios, principalmente dos prefeitos da região. Reinaldo Rocha, prefeito de Avaí, acompanhou parte do percurso e pretende desenvolver projetos que conscientizem pescadores e proprietários da região.
Apesar dos problemas não serem de responsabilidade direta do município, acaba influenciando bastante. As ações que pretendemos tomar são basicamente de preservação. Vamos trabalhar junto com os proprietários e buscar replantar mudas nativas em áreas desmatadas, fazer a reposição de alevinos, retirar, na região de Avaí, as árvores secas que estão no meio do rio. Estamos participando das reuniões da bacia do Batalha e vamos buscar soluções. O rio ainda sofre com as captações. Bauru retira cerca de 40% da água do Batalha, o que influencia no rio como um tudo. Acredito que isso é um assunto que estará sendo discutido e, se houver alguma forma, minimizar o problema. É preciso discutir essas questões no Fórum Pró Batalha, comenta Rocha.