Inicialmente, gostaria de justificar minha demora em responder ao sr. Luiz Francisco Fernandes, que nesta Tribuna escreveu na última quinta-feira (15/2) tecendo críticas severas ao trabalho da Defesa Civil. Demorei porque em meio a todos esses acontecimentos de origem natural que toda nossa população já conhece eu teria apenas duas opções: 1a. ficar argumentando, inventando teorias, escrevendo carta incoerente para jornal ou contando lorotas, e 2a., partir para a ação. É claro que não tive a menor dúvida em optar pela segunda.
Aqui na Comdec, somos humildes. Longe de sermos dogmáticos, estamos sempre abertos a críticas, análises, sugestões, desde que visem o aperfeiçoamento do sistema. Sua carta foi muito positiva, pois as críticas sem sentido nós as deixamos para lá, ou ao julgamento do leitor. A nossa alegria foi por termos encontrado a pessoa certa para resolver um dos maiores problemas, não só de Bauru, mas de nossa capital, São Paulo, Santos, Belo Horizonte, Joinville e muitas outras. E veja que para tomar como exemplo apenas a nossa Capital, ali estão as melhores Universidades do País, com suas faculdades de engenharia, sem contar os especialistas de outras áreas. E, embora tenham resolvido em parte o problema das enchentes, ninguém, mas ninguém mesmo, encontrou a solução definitiva para essa questão das águas ou das vítimas fatais.
Caro Fernandes, se é para ficar escrevendo na Imprensa apenas gratia argumentandi, isto é, tão-somente pelo prazer de argumentar, por que não comenta um filme, uma peça de teatro, um jogo de futebol, de basquete? A questão das chuvas nos preocupa muito e temos o maior respeito com as pessoas que sofrem com isso (daí minha demora em parar para responder a sua carta). E sabemos que essas pessoas também nos compreendem.
Eu gostaria de convidá-lo a deixar muitas vezes a família para atender incêndios residenciais, florestais, desabamentos, acidentes, vendavais, epidemias, participar de ações sociais, como Campanha do Agasalho, combate ao mosquito da dengue, fome, vazamento de cargas perigosas e inundações que em nossa cidade se tornaram críticas. Voltando às águas, hoje já não há dúvida de que ao lado desses problemas de urbanização desordenada, temos as questões do desmatamento mundial, do aquecimento do nosso Planeta, que começa pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, do El Niño e La Niña, que provocam mudanças brutais sobre a humanidade, como vimos há quase duas semanas aqui. E o mundo todo procurava uma solução para isso até a semana passada, quando surgiu você... (Álvaro de Brito, Coordenador Municipal da Defesa Civil, e Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Bauru)