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A QUEM POSSA INTERESSAR

Walter Pereira
| Tempo de leitura: 7 min

Vimos através desta demonstrar nosso repúdio e descontentamento com o remanejamento (?), sendo assim transferido de nossa comunidade o padre Antônio Carlos da Silva.

Quando monsenhor Enedir ouviu aqueles que foram procurá-lo em nome da comunidade (cinco ou cinqüenta?), não sei; na minha opinião de leigo ele deveria ter ouvido também aqueles que realmente são da comunidade São Brás (muito mais de quinhentos), aí sim haveria justiça sem questionamentos. Se a verdadeira comunidade tivesse sido ouvida e o padre tivesse sido notificado com antecedência, não teríamos ficado tão surpresos ao ouvirmos há uns dois meses de pessoas que não são de nossa comunidade que o padre iria ficar aqui só até dezembro! Como já sabiam e nós não? Como é que quando o padre Antônio saiu de férias, o senhor Valdir questionou meu esposo, quando ele foi comprar medicamentos na farmácia onde este trabalha, dizendo com sarcasmo ao meu esposo: que férias... Também achávamos estranho quando alguns diziam que os dias do padre estavam contados em nossa Paróquia. Por que apenas aqueles que não gostam do padre, que não trabalham, que não arregaçam as mangas, que só sabem comandar, é que sabiam disso? Pois estas mesmas pessoas, assim que o padre Antônio aqui chegou e começou a mostrar serviço, pois estas mesmas pessoas iam à nossa casa ou nos telefonavam dizendo para que não aceitássemos nada que o padre nos oferecesse para trabalhar, pois iríamos trabalhar para eles e com eles. Essas mesmas pessoas se diziam perfeitas, que não cometiam erros, passando para nós uma imagem de santos, só que os atos delas prejudicaram alguns movimentos dentro de nossa igreja. A d. Léia principalmente, com seu ar de santa, mostrou-nos a sua verdadeira face, no dia em que quis nos questionar diante do padre Alberto, quando este aqui veio para ver o que se passava, pois ainda era pró-Paróquia e fazíamos parte da Nossa Senhora das Graças. Ela gritava e se exaltava tanto e dizia que se o padre fizesse algo contra a Renovação Carismática o padre iria se ver com ela. Só que o padre sempre apoiou a Renovação, pois nós aqui também fazíamos parte dela; mas com as atitudes dela nós nos entristecemos e nos afastamos, pois se Renovação Carismática é o que ela está fazendo (desunindo, orando e fazendo intrigas contra o padre), então não é Renovação Carismática. E essa mesma pessoa, como pode ser coordenadora do Grupo de Oração do setor 5, se aqui no Gasparini ela se comporta de um jeito e em outro lugar ela se comporta de outro jeito? Muito nos admira uma pessoa, que quando é chamada na escola, pelo comportamento do filho (o que é normal para qualquer mãe), esta se descontrola toda, torna-se uma pessoa histérica, e começa a gritar para todas as mães que não podem permitir que seus filhos freqüentem a igreja de São Brás, pois se o filho dela é daquele jeito é porque o padre Antônio endemoninhou o filho dela. Isto são atos de uma pessoa normal, ou de uma desequilibrada? (Dizemos isto porque as professoras nos procuraram e disseram que ficaram pasmas com o que viram e ouviram). Pessoas como estas é que são dignas de respeito e elogios? Vamos repensar e analisar. Este mesmo grupo questionou muito quando o padre trouxe os reeducandos do IPA para reformar a igreja. Só que nos sentíamos mais seguros aqui com eles, do que com esse grupo lá fora... É bom saber também que a própria Prefeitura também vai utilizar os reeducandos do IPA para reformar e fazer escolas, etc. Então isto prova que o padre é 10!

Por isso, quando ouvíamos alguma coisa contra o padre, não nos importávamos com nada e dizíamos: não vamos esquentar, pois são apenas fofocas, e ninguém que tenha sabedoria e discernimento vai dar ouvidos a isso, é impossível o padre sair daqui, pois o seu serviço é visto por todos. Além de estudar, o padre está se tornando um ótimo administrador, portanto não vamos nos preocupar com isso ou aquilo... Ah, como fomos inocentes! Deveríamos ter nos preocupado sim, pois como dizia minha mãe, o demônio age em silêncio. Esquecemo-nos que nem todos conhecem o Gasparini, seu povo e a comunidade de fato.

Portanto, quando fomos comunicados de que o padre seria remanejado, não pudemos acreditar. Ele veio nos dizer de uma lei (?) e que não deveríamos questionar, pois ele é apenas um hóspede em nossa cidade, e que leis são para serem cumpridas. (Se ele é hóspede em nossa cidade, e é tratado assim, envergonho-me de ter nascido aqui e ser bauruense.).

Só que, enquanto bauruense, brasileira, católica, paroquiana, membro desta comunidade São Brás - Gasparini, irei questionar sim:

- por que dom Aloysio José Leal Penna (se é que existia essa bendita lei), não destituiu os outros padres que também estudavam?;

- por que dom Aloysio declarou e deu posse ao padre Antônio, em uma missa solene, diante de toda a comunidade e vários padres convidados, elegendo o padre Antônio administrador paroquial da Capela São Brás?;

- por que d. Aloysio, dois meses depois, passou essa mesma Capela à Paróquia São Brás?

Vou responder o por quê:

- é porque d. Aloysio veio até o Gasparini, viu e ouviu o que esta mesma equipe (que também já havia pedido um padre para cá), e esta mesma equipe liderada pela d. Léia, que agora tira o padre, ela fez o maior auê para que o padre ficasse aqui e não fosse para a Vila São Paulo, como era o desejo daquela comunidade;

- é porque d. Aloysio, após receber essa mesma equipe em sua secretaria, também recebeu e ouviu as comunidades que lá estiveram: São Brás, Vila São Paulo, Pousadas I e II;

- é porque d. Aloysio presenciou e viu tudo o que o padre Antônio fez por esta comunidade:

1.º) com a ajuda e audácia do padre Antônio, em dois meses de Gasparini, conseguimos comprar o carro;

2.º) compramos freezer, máquina para assar frangos, coisas que vivíamos emprestando de outras comunidades;

3.º) reformamos, forramos, consertamos o barracão, os banheiros, etc.;

4.º) fizemos a secretaria e a sala do padre;

5.º) o padre Antônio instituiu vários movimentos e pastorais para ajudar os mais necessitados (Cristma, a ajuda aos Vicentinos triplicou). Os jovens que antes viviam nas ruas, agora estão dentro da igreja, tomando parte de algum movimento ou Pastoral.

O padre Antônio também dá muita força e visita aqueles menos favorecidos, faz visitas às famílias, aos idosos e outros, coisas que muitos padres não fazem por falta de tempo. Pois bem, se nesse pouco tempo que ele aqui está, já fez tudo isso, o que não faria em 5 anos? E tudo isso conseguido com suor e trabalho, pois não tivemos doações como se vangloriavam os antigos que aqui estavam. Então posso questionar sim: pois se ele fez em um ano e meio, por que em quinze, apenas o barracão foi levantado? Também questiono: quem é que vai amassar o barro da Vila São Paulo, Pousadas I e II, Nova Bauru, etc.?

Por isso, o povo que não gosta do padre porque diz que ele fala muito, deve ser um meio de poder disfarçar o medo e o pavor de ver que o padre Antônio desde que aqui chegou, não apenas estuda, mas fala e faz, e o faz muito bem. Então dizer que não podemos contestar, podemos sim, gostaríamos de saber quem é que vai continuar essas obras tão suadas e sofridas....

Poderia eu ficar aqui escrevendo até amanhecer, pois teria muito ainda a contestar, apesar de não entender nada de leis; mas como dizia o grupo anterior que essa nova coordenação é toda burra, eu poderia escrever algumas bobagens, que ficarão para outro momento de inspiração e reflexão.

Essa nova coordenação pode ser burra, mas é gente, e gente que batalha, trabalha e faz para conseguir ter uma comunidade mais humana e sensível.

Obs.: a Constituição Brasileira me garante o direito à liberdade de expressão.

Em tempo: o padre Antônio também instituiu em nossa comunidade o Convênio São Brás, em parceria com a USC e Veritas. Isto já é uma realidade que outras comunidades também carentes estão querendo instituir. Também informatizou nossa Paróquia. (Walter Pereira - Meire Aparecida de Souza Pereira - coordenadores do Dízimo)

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