Geral

Jeito de artista

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 3 min

Thiago Rodrigo Alavarce tem 13 anos e fez seu primeiro trabalho de palhaço com apenas dois aninhos.

Conhecido como palhaço Thithi, ele aprendeu a arte de fazer rir com o pai, o palhaço Charutinho. Desde bebê, acompanhava, junto com a mãe, as viagens do pai. Thiago foi crescendo e mostrando ter jeito para a arte circense. Em pouco tempo, fazia shows em dupla e depois arriscou apresentações sozinho. Para fazer rir é preciso fazer com o coração, ensina Thiago. Ele sempre teve o apoio do pai, que considera amigo, companheiro e professor, e de mestres como o palhaço Gira Gira, com quem se apresentou, ainda menino, no circo Anahí. Brincalhão, Thiago faz a 8.ª série, na EE João Maringoni e agora abraçou um novo desafio: ser mágico.

Sempre fiz truques pequenos que meu pai ensinou, mas já há algum tempo, tenho me dedicado a mágicas maiores. Thiago explica que esses truques exigem material adequado e determinação. Quando se trabalha com as mãos é preciso treinar muito para não errar. Treino todos os dias. Já como palhaço fica mais fácil. Quando tenho shows, é só recordar as piadas e os números cômicos, acrescenta.

Ele já é capaz de fazer um show de mágica com cerca de 50 minutos de duração, o que não é fácil, quando o público pode ser crianças impacientes e adultos curiosos. Mas ele segura firme. Faço um número em que fico totalmente amarrado em uma cadeira, coloco o paletó por cima e, em um minuto, ao tirarem o pano, continuo amarrado, mas vestindo o paletó. Este e outros números envolvendo a platéia fazem parte do recém-criado repertório de Thiago. Na verdade, como mágico é conhecido como Rodrigo, seu segundo nome.

O mágico mirim lembra também da importância de manter o segredo do truque. O adulto gosta do suspense, ver o efeito, já a criança tem mais curiosidade, quer saber como é feito o truque, comenta Thiago. Ele procura ler materiais sobre mágica e está sempre estudando.

Questionado se pretende mudar de área no futuro, Thiago é direto: continuarei fazendo o que eu faço, pois artista nunca aposenta!

Cantar, cantar e cantar

Já o garoto Danillo Vieira, 12 anos, descobriu que gostava de cantar por acaso. Eu comecei cantando em videokê, até os adultos gostavam e pediam para eu cantar mais. Depois, no ano passado, fui incentivado a participar do concurso Jovens Talentos, promovido pelo programa do Faustão. Nesse momento, Danillo concorreu com mais 1.239 candidatos da região de Bauru e ele foi um dos seis escolhidos, no grupo A, de 12 a 14 anos.

Ele sempre gostou de música e é fã de Chitãozinho e Xororó, Leandro, Zezé de Camargo e Luciano. Agora, com a classificação e a gravação do clip, Danillo encantou-se com a carreira de cantor e vem fazendo shows na cidade e até na região. Eu gosto de cantar, me sinto feliz mesmo. O garoto iniciou, no ano passado, aulas de canto, e prentende seguir a carreira. Quando era menor, pensava em ser jogador de futebol, o que ele adora. Cantar é mais gostoso e não machuca, brinca. Danillo também fez aulas de violão, o que pretende retomar. Parei porque meus dedos não alcançavam para fazer as pestanas, agora dá para voltar. Em shows, Danillo é acompanhado pela irmã Nathália, 16 anos, e o primo Carlos André de Lima Barros, 17 anos, que fazem vocal. A família tem outros músicos, como um tio e outro primo. Confiante, Danillo também espera o resultado do concurso, que pode contribuir para sua formação.

É, não é fácil entrar para o mundo dos astros e estrelas, é preciso estudar muito, ter coragem, força de vontade e talento. Mas sempre há um espacinho para quem acredita e vai à luta.

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