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Começa Campanha da Fraternidade

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Com o lema Vida sim. Drogas não, a Campanha da Fraternidade quer envolver a sociedade na ajuda às vítimas das drogas

Será lançada hoje à tarde, em Brasília, a Campanha da Fraternidade, que este ano traz o lema Vida sim. Drogas não. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que coordena o movimento, a idéia é fazer um mutirão em prol de uma vida com qualidade. Sensibilizar a sociedade para o problema e incentivar um amplo movimento de solidariedade para ajudar as vítimas das drogas figuram como os principais objetivos. Em Bauru, a abertura da campanha será no próximo dia 4, às 19 horas, na Catedral do Divino Espírito Santo, numa cerimônia que deverá reunir todas as paróquias da cidade.

A primeira Campanha da Fraternidade ocorreu em 1962, na cidade de Natal (RN), e ganhou caráter nacional dois anos mais tarde. Em 2000, foi feita a primeira campanha ecuménica, coordenada pelo Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conheci), com o tema Fraternidade, Dignidade Humana e Paz e o lema Novo Milênio sem Exclusões.

Este ano será a vez de mostrar que a produção e o tráfico de drogas se tornaram um grande negócio, um problema estrutural, atingindo muitas pessoas. Em seu cite, a CNBB lembra um indicador grave, com o aumento da violência e da criminalidade, em grande parte por causa das drogas. As drogas são hoje um problema de dimensão internacional, pois não envolve apenas usuários, mas uma grande indústria, sem falar que temos também a questão das drogas lícitas, agrava o monsenhor Enedir Gonçalves Moreira, de Bauru.

Ele explica que a campanha na cidade desenvolverá amplas atividades, confirmando o compromisso concreto do movimento no processo de transformação da sociedade. A Campanha da Fraternidade é um grande instrumento para a conversão, para a transformação interior, define.

O lançamento da campanha coincide com o início da Quaresma, que começa hoje, nesta Quarta-Feira de Cinzas e prossegue até a Páscoa, que este ano será celebrada pelos cristãos no dia 15 de abril. O período é de penitência, o que por muitos anos foi entendida como uma época de provações. Pessoas antigas, beatos fervorosos e ortodoxos costumam resguardar-se ao máximo durante esses 40 dias. Até hoje, clubes tradicionais de pequenas cidades do interior fecham as portas em respeito à Quaresma.

O monsenhor Enedir, porém, esclarece que a época é, sobretudo, para profundas reflexões. O jejum é bom sim, tanto para a saúde quanto para o espírito, mas o principal é buscarmos nossa transformação interior. A verdadeira penitência à qual a Quaresma se refere é o desenvolvimento do amor. É o aceitar e acolher o próximo, sobretudo aqueles que passam por sérias dificuldades. É tempo de nos prepararmos para a não-violência, para o não falar mal dos outros e assim por diante, exemplificou.

Hoje à noite, todas as paróquias de Bauru estarão celebrando a missa de Cerimônia de Cinzas. O monsenhor Enedir fará a celebração na capela da Universidade do Sagrado Coração (USC), onde estarão reunidos todos os professores da instituição e a comunidade local.

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