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Inadimplência teve queda de 41%

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Levantamento divulgado pelo SPC mostrou uma queda nos registros de inadimplentes em relação a fevereiro de 2000

De acordo com um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o número de registros de inadimplentes no comércio de Bauru, em fevereiro deste ano, teve uma queda de 41,87% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em fevereiro último, foram efetuados 3.069 registros no cadastro do SPC, contra 4.354 no mesmo período do ano passado. Em relação a janeiro deste ano, a queda nos registros de fevereiro foi ainda maior: 58,03%.

O número de consultas (físicas, jurídicas, cheques, cartório etc), feitas por lojistas junto ao órgão de proteção ao crédito, também foi menor em fevereiro deste ano na comparação com fevereiro de 2000. O levantamento do SPC mostrou 39.562 consultas realizadas este ano contra 48.023, significando uma queda de 21,38%.

Do total de consultas feitas por lojistas junto ao órgão, foram realizadas 20.232 consultas específicas de cheques (de pessoas físicas e jurídicas) em fevereiro deste ano, contra 21.355 no mesmo período do ano passado. Nesse item, a queda foi de 5,55% na comparação entre os dois anos. Já o número de cancelamentos de cheques, no mês passado, foi 10,78% maior em relação a fevereiro de 2000.

Contudo, o número de cancelamentos de nomes que constavam na lista do SPC foi menor em fevereiro deste ano, na comparação com o ano 2000. Foram 2.150 cancelamentos este ano contra 3.199 em fevereiro do ano passado. Esses números significam uma queda de 48,79%, neste ano.

Para o professor e economista César Manoel Garcia Touza, a queda na quantidade de registros de inadimplentes no cadastro do SPC em fevereiro deste ano, na comparação com o ano passado, pode significar uma conscientização dos consumidores em relação aos gastos no comércio. Analisando os números do SPC, é possível dizer que pode ter havido uma redução das atividades de compras no comércio, por parte do público. Pode ser o sinal de um processo de conscientização dos consumidores em relação ao controle dos gastos, analisa o economista.

Para Touza, o grau de endividamento de uma parcela da população pode ter chegado a um ponto que forçou essas pessoas a diminuirem o ritmo de compras, o que poderia ser observado pela queda no número de consultas feitas por lojistas junto ao órgão.

De acordo com o economista, o aumento nos números de cancelamentos de cheques em fevereiro deste ano, contra os do ano passado (alta de 10,78%), pode ser um indicativo de que muitas pessoas estão procurando saldar débitos antigos.

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