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Bauru terá uma unidade do GOE

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil, treinado para agir em rebeliões e seqüestros, deve funcionar até julho

Até o meio ano, é bem provável que o município de Bauru já esteja contando com os serviços do Grupo de Operações Especiais (GOE), uma ramificação da Polícia Civil especializada, como o próprio nome indica, em ações de grande risco. Com o apoio da Delegacia Regional de Polícia, o GOE está sendo organizado em conjunto pela Delegacia Seccional, Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (Garra).

Segundo o titular da Seccional de Polícia, Antônio Ângelo Ciocca, a idéia de se montar o grupo na cidade não é nova, mas só agora caminha para a concretização efetiva. Sua instalação, por sinal, está intimamente vinculada ao concurso que a Polícia Civil está promovendo no Estado. Dependemos de efetivo para criarmos o GOE no município e isso, felizmente, será possível com a contratação de novos investigadores, situou Ciocca.

O delegado não vai além nos detalhes sobre as contratações, mas comenta-se que o GOE será composto por oito ou dez investigadores, além de um delegado específico. Não se sabe se os policiais virão de fora, assim como ainda é uma incógnita a procedência do delegado a ser designado para comandar o grupo. De concreto, sabe-se apenas que o GOE será fisicamente instalado numa das salas do prédio da DIG, a qual, inclusive, já estaria sendo preparada para abrigar o futuro e novo núcleo policial.

O GOE já está presente nas grandes cidades e em outras várias de médio porte. Seus integrantes são treinados para estabelecer ações estratégicas contra rebeliões penitenciárias, resgate de presidiários e de vítimas de seqüestro. Questionado sobre a necessidade de Bauru contar com o grupo especializado, Ciocca comentou: Com exceção das rebeliões, é verdade que não temos aqui registros de ocorrências graves como resgates e seqüestros, mas temos acompanhado a evolução desses crimes no Estado e acho que Bauru tem, sim, que dispor de um grupo como esse. Não porque esses crimes já ameaçam a cidade, mas porque é melhor estarmos preparados. Não acho seja conveniente esperar algo acontecer para depois corrermos atrás. Felizmente, temos o apoio administrativo da Delegacia Regional e estamos operacionalizando a questão do efetivo. Estou muito otimista e acredito que até o meio do ano o GOE esteja funcionando.

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