A Equipe 1 Produções e Eventos, organizadora dos desfiles do Carnaval 2001 no Sambódromo, rebateu as críticas dos barraqueiros em relação à organização do evento. Em matéria publicada na última terça-feira no JC, os comerciantes criticaram o valor de locação dos pontos, considerado elevado por eles.
De acordo com os sócios-proprietários da Equipe 1, Carlos Eduardo Silva Padilha e Edílson Marquesini, as reclamações se devem ao número reduzido de público presente no Sambódromo nos três primeiros dias de desfiles.
Como eles, nós também tivemos prejuízos, mas os espaços foram locados a partir de condições estabelecidas em contrato e nós cumprimos todas. Nunca prometemos número x de público. Eles assumiram um risco, como nós, aos sermos contratados pela Lesec, disse Padilha.
Em relação à crítica de que os espectadores estavam entrando com alimento no Sambódromo, feita por um barraqueiro, Padilha a rebate. Nas arquibancadas, como havíamos dito, foi proibida a entrada de alimentos e bebidas, exatamente para proteger o interesse dos comerciantes, comentou.
O único local liberado à entrada de alimentação, segundo Padilha, era a área vip, na qual estavam os camarotes dos meios de comunicação. Em relação a esses, o comerciante tinha que negociar diretamente com os veículos, afirmou. Já os setores ligados à Prefeitura foram servidos pelas empresas ganhadoras de licitação realizada pelo Município, como prevê a legislação.
Sobre a limpeza das arquibancadas, banheiros e demais setores do Sambódromo, os sócios-proprietários da Equipe 1 salientam que eram funções de responsabilidade da Prefeitura, por meio do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural.
Padilha e Marquesini frisam que os problemas registrados no Carnaval do Sambódromo serão avaliados em breve pela Equipe 1 e pela Lesec. Vamos estudar o que resultou no registro de público abaixo da expectativa e as queixas dos espectadores, mas não acreditamos que o problema tenha sido a cobrança do ingresso. É preciso ver os pontos positivos da cobrança, como a segurança. Nos quatro dias, não registramos nenhuma briga lá dentro, finalizou Marquesini.