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O FIASCO DO CARNAVAL BAURUENSE

Aurélio da Silva Braga
| Tempo de leitura: 1 min

O primeiro Carnaval do milênio em Bauru foi espalhafatoso e também, decadente. Sob as luzes e lantejoulas fátuas da ilusão e da fantasia, sob a égide de uma cultura artificial e, principalmente, sob total alheamento da realidade, fez-se o Carnaval bauruense e o minguado povo delirou e sambou aos ruídos e marchinhas atordoantes das vaidades que abafam as idéias e o senso real das coisas.

E, se não bastasse esta melancólica realidade, há ainda os que apregoam ser o Carnaval bauruense um dos melhores do Interior, devendo mesmo, estar quase tudo dominado.

Previdente e sensata mesmo, foi a atitude da Mocidade Independente da Vila Falcão que, prevendo tal fiasco, não deixou-se inebriar por estímulos nus de senso, e não compactuou com este Carnaval ridículo e vexatório.

Sem se deixar empolgar pelos enredos das escolas de samba, o Poder Público Municipal mostrou-se desorientado e confuso na organização do evento (ao invés, de cobrar 1kg de alimento não-perecível por um ingresso, diante da realidade atual o mais sensato seria doar 1 kg de alimento para quem fosse ao sambódromo).

Fato é, o Carnaval de Bauru foi um verdadeiro fracasso e seus idealizadores deveriam ganhar o tamborim de ouro pelo quesito insensibilidade social.

Ao que tudo indica, nossos governantes perderam de vista os fatos sociais, preocupados que estão com suas fantasias políticas e seus enredos político-partidários. Quem sabe no próximo ano, com o aproximar de novas eleições, o Carnaval bauruense volte a ser uma festa mais popular e menos vip. (Aurélio da Silva Braga - RG. 12.912.493)

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