Geral

SE A CARAPUÇA LHE SERVIU

Luiz Francisco Fernandes da Silva
| Tempo de leitura: 3 min

Caríssimo cidadão, em primeiro lugar quero deixar bem claro: não estou aqui para ofender, caluniar ou denegrir a honra ou moral de ninguém; mas sim para provar que certas atitudes por elas tomadas são completamente condenáveis.

Posso não ser a pessoa certa para resolver certos assuntos ligados à Defesa Civil, porém sou sensato e prudente o suficiente para lhe dizer que tal carta enviada por vossa pessoa para esta coluna foi de um conteúdo extremamente vazio no tocante às soluções para os problemas causados pelas fortes chuvas que assolam nossa cidade e vossa carta reflete apenas a velha cartilha política: Jamais admite seus próprios erros, procure sempre um bode expiatório. Quando digo que alguém está sendo imprudente e negligente é porque razão para pensar assim não me falta.

Vejamos: no dia 3 de março de 1994, a Prefeitura de Bauru, através do sr. Antônio Carlos Batista Martines, que na ocasião respondia pelo D.P.J. notificou alguns moradores que utilizaram uma área que pertence ao município, para plantios diversos para que a área fosse desocupada, pois além de ser uma área de risco, ela iria ser urbanizada. Nada foi feito.

No dia 21 de março de 1996, uma quinta-feira, o então Diário de Bauru fotografou e publicou uma matéria sobre o abandono e agravamento da situação do local. Nada foi feito.

Depois, no dia 26 de maio de 1996, em suas páginas 21 e 23 este conceituado matutino publicava: Fundo de Vales comprometem cenários urbanos de Bauru. Segundo o ex-secretário de Planejamento Carlos Roberto de Oliveira de Costa, existem vários projetos para urbanização de todos os fundos de vales e que só precisavam ser adequados. Nada foi feito.

Inundações, enchentes e mortes acontecendo, até quando?

Como o sr. coordenador da Defesa Civil vê, provisoriamente, não estou acusando ninguém, mas que estão sendo negligentes com estes cidadãos, principalmente com os que moram em fundos de vales, isto não tenha dúvida. Esta é a minha opinião. E será até que me provem o contrário.

A propósito, sr. coordenador, o sr. se lembra do mês de março de 2000, quando a Defesa Civil em conivência com a administração municipal contribuiu para a construção de uma casa em área pública e o que é ainda pior, em uma área de alto risco de acidente.

Será que o sr. tem conhecimento de alguma medida ou atitude que a administração pública esteja tomando no sentido de se evitar nova catástrofe? O que está sendo feito para preservar a segurança desta população que mora em fundos de vales? Será que teremos a infelicidade de ver novas mortes de inocentes ocorrerem e depois a administração pública vir à imprensa falada, escrita e televisada para culpar a falta de recursos pelo ocorrido.

Em minha humildade, sr. Álvaro de Brito, peço-lhe desculpas se minhas palavras o incomodam tanto, e digo mais, pois rezo a Deus para que suas mentes sejam iluminadas e venham a encontrar uma solução o mais rápido possível, principalmente para este povo tão sofrido que mora em fundos de vales. (Luiz Francisco Fernandes da Silva - RG. 9.710.066)

Comentários

Comentários