Quando o processo de contenção da erosão do córrego chegar ao fim, a Secretaria do Meio Ambiente realizará estudo para a recuperação do solo
Daqui alguns anos, os moradores da Zona Oeste de Bauru poderão ganhar uma área verde. Isso se a erosão do Córrego da Água do Sobrado for contida e o solo recuperado.
Segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Pires, o Córrego da Água do Sobrado só poderá ser transformado em um parque de fundo de vale depois que o trabalho de contenção da erosão da Secretaria Municipal de Obras terminar. Então, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) terá que desenvolver um estudo profundo para saber como o solo, hoje totalmente infértil, será recuperado.
Mas hoje, a preocupação da Semma é a de conseguir deter a erosão, porque a situação se agravou. A área da erosão já extrapolou a antiga Área de Preservação Permanente (APP) do córrego. Há locais em que a erosão já atingiu mais de 70 metros de largura e é muito funda, afirmou Pires.
O secretário disse, ainda, que algumas das atitudes tomadas pela Secretaria de Obras têm surtido efeito, como as estruturas de cachimbos, implantados no córrego para tentar dissipar a força das águas e segurar a terra para que não elas não invadam a avenida Alfredo Maia. Essas estruturas, segundo Pires, estão tirando a fundura da erosão.
O processo de transformação do córrego em um parque pode demorar alguns anos, porque a erosão tem que ser detida. Os bairros vizinhos devem receber galerias de águas pluviais (para que outra erosão não se inicie) e o solo tem que ser recuperado para poder receber vegetação. Além de tempo, é preciso também verbas para agilizar o processo.
Sabemos que algo precisa ser feito urgente. Mas tudo demanda tempo, porque é preciso acabar a construção de galerias dos bairros da região, a erosão tem que ser controlada e o solo recuperado. E tudo isso envolve cifras, disse o secretário municipal do Meio Ambiente.