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DIG desbarata quadrilha de furto de fios

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

Rapaz foi preso com 200 quilos de fios telefônicos, que estavam sendo queimados. Furtos de fios já passam de 40

Um rapaz acusado de integrar uma quadrilha especializada em furto de fios telefônicos (de cobre) em Bauru foi preso em flagrante, ontem de madrugada, pela Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra). Nos últimos seis meses foram registrados mais de 40 furtos de fios telefônicos.

Jerônimo da Silva Cruz, 23 anos, foi flagrado com cerca de 200 quilos de fios. Ele alegou estar praticando o crime pela primeira vez porque tinha que quitar sua casa, comprada recentemente. Porém, ele já havia sido preso, pelo mesmo motivo, no início de fevereiro.

Para prender o acusado em flagrante, a DIG/Garra designou um equipe que está trabalhando há mais de um mês no caso, segundo o delegado titular da delegacia, José Jorge Cardia. Temos mais de 40 boletins de ocorrência de furtos de cabos telefônicos, todos ocorridos no último semestre. A equipe está investigando e vai continuar o trabalho. Acreditamos que tenha mais de uma quadrilha agindo na cidade, disse Cardia.

De acordo com o delegado, o acusado informou os nomes de seus comparsas, que deverão ser presos o mais breve possível. O receptador dos cabos também está sendo identificado e deverá ser indiciado em inquérito. A equipe de investigação trabalhou a noite toda de anteontem no bolsão de entulho localizado no Núcleo Octávio Rasi para efetuar a prisão.

Os policiais permaneceram no local a noite toda. Por volta das 5h20 conseguiram prender um dos integrantes da quadrilha. Outros dois fugiram, mas já estão identificados, contou Cardia. O trio acusado de furto de cabos telefônicos mora no Ferradura Mirim e estava dando trabalho para a polícia e prejuízo para a Telefonica e para a população, uma vez que a retirada dos fios deixa a região temporariamente sem telefone. A polícia suspeita que o trio estava agindo há mais de seis meses.

Em função do preço do cobre, o furto de fios - da rede telefônica e de ferrovias - tornou-se um novo filão de mercado dos ladrões, sendo registrados casos em Bauru, Lençóis Paulista e outras cidades da região. O quilo do cobre chegaria a R$ 2,00 nos ferros-velhos.

Para pagar a casa

O maranhense Jerônimo da Silva Cruz, 23 anos, contou que está há dois anos em Bauru e que nunca praticou furtos. Ele disse que trabalha como pedreiro. Eu nunca havia furtado cabos telefônicos. Agora comprei uma casa de R$ 300,00 no Ferradura Mirim e tinha que pagar. Estou desempregado e acabei entrando nessa fria, disse.

A história do maranhense não foi confirmada pela polícia, muito pelo contrário. Ele foi surpreendido, no início de fevereiro, na Vila Falcão, ocupando um veículo Escort, carregado com cerca de 100 quilos de cobre. Na época, ficou cinco dias preso, mas por ser primário, acabou conseguindo aguardar o julgamento em liberdade.

O cobre apreendido no veículo na época era produto de furto praticado contra a Ferroban. O delegado José Jorge Cardia acredita que o maranhense seja responsável por outros furtos de fios. Ele será indiciado por furto qualificado, artigo 155 do Código Penal e poderá ser condenado de dois a oito anos. Desta vez, ele ficará preso até o julgamento, já que reincidiu no crime, disse.

Operação apreende cocaína

A operação noturna desencadeada para identificar os ladrões de cabos telefônicos não acaba com a prisão de ontem. Há suspeitas de que outras quadrilhas estejam agindo na cidade. Temos outras pistas e vamos segui-las até o fim, disse o delegado titular da DIG/Garra, José Jorge Cardia.

Durante a operação de ontem, a equipe recebeu informações do tráfico de entorpecente na boate Delírius, localizada na Zona Sul da cidade. Um mototaxista de 21 anos foi autuado em flagrante por tráfico de cocaína.

O acusado portava nove papelotes da droga no interior de seu capacete.

O mototaxista alegou para a polícia que estava fazendo o serviço pela primeira vez. Uma pessoa me ofereceu o serviço e me indicou a boate. Disse que era só eu chegar lá com a droga que as meninas comprariam. Eu lucraria R$ 40,00, disse.

Ele alegou desconhecer as consequências do comércio de entorpecentes e forneceu para a polícia informações importantes para a investigação chegar a um traficante na cidade. Eu não sou traficante e nem usuário. O serviço foi oferecido como sendo uma moleza e por isso aceitei. O mototaxista foi autuado em flagrante pelo artigo 12 da Lei 6.368 e está à disposição da Justiça. A droga pesava cerca de 5,9 gramas.

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