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8 DE MARÇO - DIA DA MULHER

Maria José Majô Jandreice
| Tempo de leitura: 2 min

As comemorações do 8 de março estão mundialmente vinculadas às reivindicações femininas por melhores condições de trabalho, por uma vida mais digna e uma sociedade mais justa e igualitária.

A luta das mulheres por conquista de direitos é milenar. Mas no século XVIII, com as transformações sociais no mundo, após a revolução francesa é que a luta pela emancipação começa a ganhar espaço. A revolução industrial inseriu a mulher no mercado de trabalho, mas como forma de diminuir os salários de funções exercidas pelos homens.

E, é nesse contexto, de exploração, de jornada de 14 horas ininterruptas nas tecelagens insalubres que as trabalhadoras da Fábrica de Tecidos Cotton, de Nova York, cruzaram os braços. Reprimidas pela polícia, acuadas, se refugiaram dentro da fábrica. No dia 8 de março de 1857, os patrões e o policiamento fecharam as portas e atearam fogo!

Em 1910, Clara Zethim defendia que as mulheres socialistas de todos os países organizassem uma Jornada Internacional que incentivasse a organização feminina, o direito ao voto e marcando 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

Séculos se passaram, as mulheres ganharam visibilidade, conquistaram espaços, mas a emancipação ainda não é completa. Ano após ano as mulheres buscam novos espaços e em alguns momentos a luta é para não perder o que duramente foi conquistado com muito esforço. É nesse contexto que comemoramos o 8 de março.

Em nosso país, os ventos do Neoliberalismo chegaram varrendo e ameaçando nossos esforços. O governo de FHC tem feito sérias investidas contra os trabalhadores e trabalhadoras, colocando em discussão direitos como o repouso semanal remunerado, férias e licença- maternidade.

O desemprego cresce, aumenta o número de mulheres chefes de família que recebem salários menores. Milhões são arrecadados com o suor de homens e mulheres e são destinados ao pagamento dos juros da dívida externa. No ano passado, foram quase 100 bilhões de reais de juros pagos.

E quantas moradias, escolas, hospitais, creches, poderiam ser construídas? Quantas mortes de mulheres por parto e pós-parto poderiam ser evitadas?

A IV Conferência da ONU sobre a Mulher, em 1995, com proposta de redução da mortalidade materna, foi atacado pelo nosso governo. Os índices de mortalidade só têm aumentado. A violência doméstica já é um problema de saúde pública, sem programa e políticas para combatê-la. Queremos igualdade, justiça e dias melhores para as mulheres e suas famílias.

Nesse 8 de março, nossos cumprimentos a todas as mulheres que nesse dia se somam nessa grande batalha para tornar nossa cidade e, consequentemente, o mundo melhor. (Maria José Majô Jandreice - Vereadora do PC do B)

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