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Inquérito apura causa da morte de ladrão no Godoy

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

O delegado titular do 2.º Distrito Policial, Renato Cagnacci Filho, que conduz o inquérito sobre o assalto a um bar no Jardim Godoy, ocorrido no dia 15 de fevereiro, e que culminou na morte de Marcelo Celestino de Almeida, 23 anos, reconhecido como um dos ladrões, está ouvindo testemunhas do caso. Almeida morreu vítima de traumatismo craniano, após ser preso pela Polícia Militar e levado ao Pronto-Socorro da Bela Vista, o que levantou suspeita na família.

Ontem, Cagnacci ouviu o proprietário de uma das casas vizinhas ao bar cujo quintal Almeida pulou na fuga da polícia. No entanto, o morador disse que, na hora dos fatos, estava dormindo e não viu nada. A churrasqueira da casa foi encontrada quebrada após Almeida ter passado pelo quintal, o que leva a supor que alguém tenha passado ou caído no local.

Uma das possibilidades é que Almeida tenha batido a cabeça na fuga, o que teria causado o traumatismo craniano. No entanto, a família, na época da morte, questionou o fato de o corpo não ter outros sinais de queda, levantando suspeitas sobre a atitude da polícia na hora da prisão do rapaz. Cagnacci ressaltou que ainda não recebeu os resultados dos exames periciais sobre os fatos, o que ele espera que ajudem a desvendar o que provocou o trauma que levou Almeida à morte.

Sobre as suspeitas da família, o delegado do 2.º DP adiantou que Almeida ficou poucos minutos sob a responsabilidade dos policiais, mas que tudo está sendo apurado.

O assalto foi registrado às 13h30 e Almeida deu entrada no Pronto-Socorro às 14h10. Além de descobrir o que provocou o ferimento em Almeida, Cagnacci quer chegar ao outro rapaz que, junto com a vítima fatal, assaltou o bar e levou R$ 370,00 de clientes.

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