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Empresas reivindicam tarifa a R$ 1,15

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

As três empresas operadoras do sistema de transporte coletivo municipal - Baurutrans, Cidade Sem Limites e ECCB (Empresa Circular Cidade de Bauru) - deverão pleitear, nos próximos dias, um reajuste no atual valor da tarifa de ônibus circular. Segundo informações extra-oficiais, as empresas já teriam como proposta um valor pré-determinado, de R$ 1,15, o que significaria um reajuste de 27,78%.

A solicitação de aumento deverá ser encaminhada oficialmente ao prefeito Nilson Costa (PPS) na próxima semana, via Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), responsável pelo gerenciamento do sistema de transporte coletivo municipal. Ontem, dirigentes das três operadoras se reuniram, em Bauru, com técnico de uma empresa de consultoria, contratada para elaborar a planilha de custos que deverá resultar na tarifa de R$ 1,15.

Os representantes das empresas não quiseram se manifestar sobre o assunto, mas admitem que um pedido de reajuste está a caminho do Palácio das Cerejeiras, sede do Governo Municipal. O presidente da Emdurb, Joaquim Madureira, informou que ainda não recebeu qualquer proposta de reajuste de tarifa. Ele preferiu não comentar o assunto, que no seu ponto de vista ainda é extra-oficial.

Tarifa de R$ 1

Nos bastidores políticos, a informação é de que o prefeito não estaria disposto a atender a aplicação do valor da tarifa que será encaminhada pelas operadoras. Segundo uma fonte próxima a Nilson Costa, a Administração Municipal já tem seus próprios cálculos para atender a um possível pedido de reajuste por parte das companhias.

O valor que deverá ser apresentado como contraproposta às empresas será de R$ 1. De acordo com informações extra-oficiais, a tarifa de R$ 1, que se for aplicada dará um reajuste de 11,11%, está sustentada em pesquisas de mercado realizadas em cidades do mesmo porte de Bauru.

Araçatuba, Marília, Londrina, Limeira, Piracicaba, municípios que se enquadram no perfil de Bauru, aplicam tarifa de R$ 1, mas isso já ocorre há mais de um ano, fato que poderá servir de pretexto para as operadoras reivindicarem um reajuste maior.

Em Bauru, a tarifa de R$ 0,90 vigora desde março do ano passado, substituindo a de R$ 0,80, cobrada entre setembro de 98 - quando Nilson Costa assumiu a Prefeitura - a fevereiro de 2000. Por acordo judicial firmado entre as empresas, a Administração Municipal e a Promotoria da Defesa do Cosumidor, a obrigatoriedade da cobrança da passagem de R$ 0,90 venceu em 31 de dezembro do ano passado.

Maio é o mês de dissídio das categorias de motoristas, cobradores e demais funcionários empregados nas operadoras de ônibus. Esse também é um dos motivos que serão elencados pelas companhias para pressionar o reajuste que será encaminhado. Os aumentos de insumos - peças, combustível, pneus, óleo lubrificante, entre outros - também vão compor os custos da planilha.

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