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TIRO O CHAPÉU

José Fernandes Netto
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de não simpatizar com o esportista Ubiratam Silva, cheguei à conclusão que ele é digno de elogio pelo poder criativo. Ele é o criador do Troféu Ligado, e os melhores destaque do século etc... tiro o chapéu várias vezes para este esportista que se tornou um mito igual ao incansável Palmer do clube recreativo Ordem e Progresso.

Levo ao conhecimento do esportista Ubiratam que é impossível relembrar de todos os destaque do passado, mas teve alguém que passou para o esquecimento, e que deixou muita saudade. Estou falando do melhor técnico dos anos 60, Orlando do Amaral, o Cilinho da época, um verdadeiro mestre.

Nos anos 60, ele fundou o famoso Nacional, campo próximo ao Viaduto da Vila Falcão, um dente-de-leite, um time quase imbatível. Na época, existiam dois times que conseguiam encarar a máquina mortífera, o futebol gracioso e travesso, faculdade, do goleiro Carlos Schiavo e Botafoguinho, do técnico Dagão, e o nosso técnico era o Professor: Orlando do Amaral. Vou citar aqui alguns jogadores da máquina: Marcos, Escurinho, Natal, Celso, Zé Fernandes, Cardoso, Tranquedo, Tizil, Nego, Pelé Piteira, Albertino, Benfica, Pepe, Maninho, Marionezzi, Tutu, Carlinho Ford, Padeiro, Dito, Mulambo, Danilo, Percides, Mutum e outros. Obs: Na época, o jogador Feijão, que fez o papel de Dico no filme de Pelé, treinou no Nacional, e após o término foi jogar no time do Porto, em Portugal.

Posteriormente, Landão foi campeão pelo Ordem e Progresso, em 1968, considerado o melhor time desde da sua fundação: Marcos, Natal, Carlinhos, Ford, Tizil, Pelé e Padeiro faziam parte do Timaço inesquecível. Devido a isso tiro o chapéu várias vezes para o melhor técnico do futebol do passado. Como é maravilhoso recordar e viver o futebol romântico!

No passado era iluminado e criativo; atualmente é opaco e sem criatividade. (José Fernandes Netto - RG. 4.473/376)

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