Cobras, aranhas, ratos e baratas são os vizinhos mais inoportunos dos moradores do Jardim Carolina. Atraídos para o bairro devido ao grande número de terrenos baldios, eles invadem as casas e deixam os moradores revoltados com a falta de providências por parte dos proprietários das áreas.
A dona de casa Maria José Lopes, moradora na quadra 4 da rua Anísio Castilho de Souza, disse que o seu quintal vive infestado de ratos e aranhas. Por mais limpa que nossas casas sejam, os bichos tomam conta. Vivo encontrando insetos e animais no quintal, um verdadeiro perigo para as crianças, disse.
A sua casa tem muro alto e é totalmente fechada, mas o vizinho do lado esquerdo é um terreno baldio, com mato alto e muito lixo. Outro dia encontrei até cobra subindo no muro, salientou.
Esse mesmo terreno está trazendo dor-de-cabeça para outros moradores vizinhos. A dona de casa Josefa Alves de Oliveira destacou que sua filha sofre com os ataques de pernilongos. Minha filha é alérgica e vive doente por causa desses insetos, disse.
Ela contou que o local também tem servido de esconderijo para marginais. Os ladrões usam o mato alto para esconder objetos de furto. Outro dia, um rapaz encontrou a carteira dele, que tinha sido roubada, aqui no mato. Também já acharam aparelho de som e vídeocassete escondidos aqui, disse.
O marido de Josefa, o estoquista Ezequiel Alves de Oliveira, contou que o proprietário do terreno possui mais 12 lotes no Jardim Carolina, todos no mesmo estado de conservação. Ele não limpa porque não é ele quem mora aqui e vive sofrendo com esses problemas, destacou.
O presidente da Associação de Moradores do Jardim Carolina, Matias Muniz, salientou que o proprietário da área já foi autuado pela Prefeitura e que, mesmo assim, não tomou nenhuma providência para resolver o problema. A Associação também já entrou em contato com ele, propondo que ele nos pagasse R$ 0,14 por metro, para que nossa equipe limpasse o local, mas ele não aceitou, disse.
Josefa contou que, há algum tempo, os próprios moradores estavam pagando uma pessoa para fazer a limpeza do terreno. O local ficava limpo e não nos trazia problema. Mas, os proprietários brigaram com a gente por causa disso, dizendo que estávamos invadindo a propriedade deles, destacou. Ele devia pensar no quanto está prejudicando todos os moradores daqui e colaborar com o bairro, completou.