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Prefeitura rebate comissão da OAB

Redação
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Chefe de Gabinete da Prefeitura reafirmou que o local onde ocorreu acidente que causou duas mortes estava sinalizado

O chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Antônio Sérgio Marsola, rebateu ontem declarações da Comissão de Direitos Humanos da Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil, publicadas na edição de quinta-feira, do JC, na página 14, com o título OAB pede para apurar morte de irmãs.

Lamentamos que alguns usem uma entidade séria como a OAB, aprovando a irresponsabilidade (no caso do acidente) e defendendo de maneira tácita que outros jovens saiam por aí, em alta velocidade, na contramão, sem Carteira Nacional de Habilitação, provocando acidentes, disse.

Segundo Marsola, além de todos os aspectos que podem ser considerados, entendemos que culpar a Prefeitura, acusá-la e condená-la perante a opinião pública, sem aguardar a apuração da Justiça, é uma atitude injusta e irresponsável por parte dos autores da matéria.

Caberia, sim - continua - após um acidente como esse, que não foi o único, discutir a viabilidade de promover uma campanha de conscientização entre nossa juventude, a exemplo de campanha que temos visto na televisão, por sinal responsável e elogiável. Mas o que vimos? Nem uma única palavra!

O chefe de gabinete diz que respeita a representação apresentada pela OAB ao Judiciário, na defesa dos direitos humanos, em tese, afetados. Mas não podemos aceitar o uso, devido ou indevido, do nome da OAB-Bauru para as acusações na imprensa por pessoas que têm interesse político em explorar tais assuntos. Especificamente, nos referimos à pessoa do sr. Sandro Fernandes, ex-candidato a vereador derrotado nas últimas eleições. Sempre fez oposição cega à Administração como advogado do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e atualmente é assessor de um vereador, também da oposição. Fica muito claro que a respeitável Ordem dos Advogados do Brasil está sendo usada para fins políticos por algumas pessoas.

Marsola insiste que como ficou amplamente claro e há todo tipo de provas, testemunhais, fotográficas etc., e as pessoas responsáveis sabem disso, naquela noite, levando as garotas como passageiras, o motorista chegou ao local dirigindo um carro antigo e sem Carteira de Habilitação. Deparou-se com sinalização, montes de terra impedindo a passagem; desviou dos obstáculos, entrou na contramão e em alta velocidade lançou o veículo dentro do buraco, provocando a morte das duas irmãs.

Quando acusam e cobram a Prefeitura por providências rápidas e eficazes no que concerne à solução da problemática das chuvas, nota-se claramente que esses senhores não têm a mínima noção de administração e engenharia e não saem para observar no momento das tempestades a quantidade de água que cai e a força descomunal da natureza. Há poucos meses (ainda nesta temporada de chuva) toda a imprensa noticiou, um bombeiro treinado para esse tipo de situação foi morto e levado pelas águas, em São Paulo. O que dizer, então, das pessoas que nunca enfrentaram essa situação? - argumenta o chefe de Gabinete da Prefeitura.

Pelo jeito, os acusadores, ao cobrar providências rápidas, não foram ao local do acidente ver o estrago provocado pela chuva de 8 de fevereiro. Assim, não estão em condições de imaginar os recursos necessários para as obras de reconstrução da ponte, nem o tempo necessário para os trabalhos de engenharia. Também, todos temos que levar em consideração que os estragos não foram só nesse local. Muitos outros foram prejudicados e estão sendo recuperados; outros já foram devolvidos ao tráfego. Não foi sem motivo que o prefeito Nilson Costa decretou Estado de Calamidade Pública. Estamos trabalhando sério e lamentamos que há pessoas que fingem não compreender isso, conclui Antônio Sérgio Marsola.

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