A Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert), através de sindicância interna, está apurando as denúncias de irregularidades em cursos oferecidos pelo FAT em Bauru. A informação foi dada pelo diretor técnico do Centro Regional da Sert em Bauru, Alexandre Ciro Perin Bertoni, que está no cargo deste novembro do ano passado.
Bertoni afirmou que ficou sabendo das denúncias na primeira reunião da Comissão Municipal de Emprego da qual passou a integrar, no final do ano passado. Ele disse que pediu cópia da denúncia, mas até ontem não a havia recebido. A Sert abriu sindicância para apurar eventuais irregularidades que tenham ocorrido. O dinheiro do FAT é um dinheiro público e nós não compactuamos com irregularidades, afirmou.
O diretor técnico da Sert em Bauru, no entanto, ressaltou que as entidades menores que firmam convênio com o FAT, no início dos cursos, às vezes realmente enfrentam problemas de ordem estrutural. No entanto, segundo ele, são questões que são resolvidas. Eduardo Spósito, supervisor de cursos do FAT em Bauru, citou o caso de um curso oferecido no Jardim Nicéia que não tinha a estrutura desejável, mas que, segundo ele, conseguiu um ótimo resultado social.
Ele contou que o curso de eletricista no Jardim Nicéia foi ministrado no centro comunitário do bairro, que é de madeira e chão de terra. Em função das instalações precárias, até as chuvas podem atrapalhar as aulas. No entanto, o resultado social - de participação e interesse dos moradores - foi muito bom, segundo Spósito. Na opinião dele, se o curso fosse oferecido em outro ponto da cidade talvez não tivesse despertado o mesmo interesse entre os moradores.
Contrato
O dinheiro do FAT vem por meio do Ministério do Trabalho, que faz o repasse à Secretaria Estadual de Emprego e Relações do Trabalho (Sert) que, por sua vez, contrata as entidades para ministrar os cursos. A contratação é feita através de licitação pública.
As entidades, para concorrer, têm que apresentar projeto do curso que pretendem oferecer. Caso não haja inscritos para o curso oferecido, a entidade não recebe a verba, de acordo com Alexandre Ciro Perin Bertoni, diretor técnico da Sert em Bauru. Ele disse que não sabe o valor pago pelo FAT pelos cursos oferecidos em Bauru, uma vez que os contratos são feitos pela Sert em São Paulo.