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Nível de emprego na indústria cai 0,64%

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Pesquisa de mão-de-obra do Ciesp aponta uma queda no emprego industrial na região de Bauru. no Estado houve alta

A diretoria regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru - região composta por 17 municípios - divulgou um levantamento que mostra uma queda de 0,64% no nível de emprego no setor industrial, registrado no mês de janeiro, quando comparado com o mesmo período do ano passado. A queda teria significado uma redução de aproximadamente 105 postos de trabalho na região. Em janeiro do ano passado, o resultado foi negativo em menos 0,58%. Nos últimos 12 meses, houve redução de 0,64%.

De acordo com a análise feita pelo Departamento de Pesquisas (Depecon) do Ciesp/Bauru, o índice total de emprego industrial da diretoria regional foi influenciado pelas variações negativas dos setores editorial e gráfico e de produtos alimentares, que foram, respectivamente, de menos 1,86% e menos 1,12%. Trata-se de setores predominantes na região por número de empregados, ou seja, os que mais influenciam na ponderação do cálculo do índice total.

Para o Estado de São Paulo, o acumulado no ano teve saldo positivo de 0,04%. Segundo o Depecon, nos últimos 12 meses o Estado teve um desempenho melhor que o da região de Bauru, com percentual positivo de 1,69%.

Para o economista Wagner Ismanhoto, teoricamente os meses de janeiro e fevereiro atraem para baixo as taxas de emprego. Na opinião dele, a redução verificada este ano é até pequena. Costumeiramente, janeiro e fevereiro sempre puxam o nível de emprego para baixo. Eu acho que essa redução, em relação ao ano passado, é até pequena. Isso sinaliza que as perspectivas que estão sendo anunciadas, de que o ano 2001 será muito bom, devem se confirmar. Principalmente porque, já no final do ano passado, houve uma retomada muito boa em alguns setores da economia, mais especificamente a partir do segundo semestre, observa.

O economista cita que, desde a segunda metade do ano 2000, o nível de desemprego em alguns segmentos começou a cair bruscamente. É o caso da telefonia, por exemplo. Atualmente, existem muito mais vagas disponíveis nesse setor do que pessoas habilitadas para trabalhar. É claro que isso é uma tendência que mostra que 2001 deverá ser um ano interessante, analisa Ismanhoto.

Para ele, a retomada da economia já é bem perceptível, sinalizando para um crescimento em torno de 4% a 4,5% este ano. Só pelo fato de haver essa perspectiva, cria-se um certo grau de otimismo que faz com que as empresas fiquem um pouco relutantes em demitir funcionários, na espera desse momento bom que todos acreditam que vai acontecer este ano, diz o economista.

Para Ricardo Marques Coube, diretor estadual do Ciesp e conselheiro da entidade na diretoria regional de Bauru, a queda registrada em janeiro deste ano é desprezível. Para ele, o resultado também se refere à época de início de ano. Essa queda é desprezível. Está havendo um certo impacto na economia porque, além do fator férias, que inclui despesas adicionais, há ainda os fatores de pagamento de impostos e tributos e o de início de aulas. Ou seja, nos períodos de janeiro e fevereiro a renda fica bastante comprometida com isso. Então, uma pequena queda, como essa, não é relevante, observa.

Para Coube, para se ter uma avaliação mais próxima da realidade será preciso aguardar o mês de março, para ver se a partir daí haverá uma retomada mais consistente desses números, o que na opinião dele, será crescente no decorrer deste ano.

O crescimento em torno de 4,5% que está sendo esperado para este ano me parece muito provável. Não será suficiente para gerar mais empregos, mas, é totalmente razoável para manter os atuais níveis de emprego. De certa forma, isso chega a ser preocupante, porque existe, anualmente, uma incursão de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas no mercado de trabalho. De qualquer forma, acredito que a partir de março teremos um crescimento gradativo que tem tudo para perdurar por muitos meses, avalia Ricardo Coube.

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