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Milton Flávio diz que CPI impressiona

Redação
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A CPI da Máfia das Indenizações Ambientais, presidida pelo deputado botucatuense, apresentará relatório final em abril

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada na Assembléia Legislativa para apurar a chamada Máfia das Indenizações Ambientais, deverá apresentar seu relatório final no próximo dia 4 de abril. De acordo com o presidente da CPI, deputado Milton Flávio (PSDB), este prazo foi solicitado pelo relator Salvador Khuriyeh (PSB), em razão da complexidade do assunto e a grande expectativa gerada junto aos meios jurídico e político. Realizamos mais uma reunião da CPI nesta quarta-feira (dia 14) e estabelecemos os prazos finais para a conclusão de nossos trabalhos. O relatório será apresentado dia 4 de abril, os membros da comissão terão uma semana para analisá-lo e propor eventuais mudanças e no dia 14 de abril deveremos apresentar o documento final, revela Milton Flávio.

O relatório da CPI vai propor algumas providências para dificultar a ação de golpistas e quadrilhas contra o Estado. Os métodos de avaliação deverão ser aperfeiçoados e padronizados e também existe a possibilidade de se sugerir alterações na legislação federal que cuida do assunto. De acordo com o deputado tucano, se o governo estadual perder todos os processos ambientais que se encontram em andamento, o total de precatórios poderá chegar a US$ 50 bilhões. Mesmo antes da apresentação do relatório já podemos concluir que o Estado foi lesado de maneira criminosa, afirma.

Entre as descobertas feitas pelos integrantes da CPI, chamou a atenção o fato de que alguns dos laudos periciais utilizados nos processos de indenização ambiental em São Paulo foram baseados em levantamentos financiados pelos próprios donos de ações contra o Estado. Trocando em miúdos, o perito do juiz confiou em dados apresentados por um técnico da parte reclamante, reduzindo as chances do governo no julgamento, resumiu o deputado. Os números levantados pela CPI realmente impressionam diz ele e têm levado o Ministério Público e a Procuradoria Geral do Estado a ingressar com ações na Justiça para reduzir os valores inicialmente apurados.

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