Já venho há algum tempo academicamente falando sobre o tema e culmino neste momento com outros profissionais que se dispuseram a também em outras revistas escrever sobre o assunto.
Assunto extremamente árido, pois quando se trata de mantê-lo (o custo) sob um determinado controle, normalmente acaba-se por tomar medidas que devido sua extensão atingirão pessoas.
Para delinear o campo a ser abordado, não me preocuparei neste artigo com a terminologia técnico/acadêmica adequada sobre a diferença sobre custos e despesas, tratando o assunto como o montante dos dois termos.
O importante a ressaltar é como a organização se posta perante o tema no sentido de sua ação na obtenção de melhores resultados.
Terminológicamente poderíamos dizer que existem muitas maneiras de reduzir custos para obter melhor resultado, digamos: forma justa/injusta, coerente/incoerente, racional/irracional, etc.
Evidencio que a maiores olhos, teremos sempre uma forma que impactará menos e outra mais, no recurso que na empresa chamamos de humano.
Fazendo um breve giro sobre a forma (inadequada) de proceder a melhora dos resultados, vemos que dentro da organização é dada a ordem de cortar porcentagens de custos, seja baseado no que foi realizado no passado , seja sobre o que está orçado para períodos futuros.
Temos percebido, e este é o ponto cerne da questão, que o sistema de redução de custos da forma como abordamos (inadequada) normalmente foca os chamados Custos Fixos eufemismo para sombrear a decisão de cortar empregados, pura e simplesmente.
Uma forma mais competente, é proceder a uma análise das peculiaridades da empresa, propondo se necessário mudanças no rumo/negócio da organização. Com isto os cortes atingiriam somente as atividades totalmente desnecessárias.
Uma forma também competente para se conseguir o resultado esperado é implementar na organização os princípios da Qualidade Total, que já demonstraram ser um eficaz redutor de custos (veja artigo de Ricardo Carrijo).
E por fim, o importante a ser enfatizado, é que caso seja necessário cortar pessoas, o que mais resultado dá é não se esquecer das que ficarão, pois são estas que tocarão o barco, e em hipótese alguma deverá ser entendido que elas já se beneficiaram tendo seus empregos mantidos.
É sobre este montante de pessoas que deverão ser investidos recursos (custos com bom retorno) para que possam refletir novos resultados positivos, pois para a redução dos custos já houve contribuição.
(*) Waldir Gobbi é administrador de empresas, contador, professor universitário e mestrando em Comunicação.