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Policiais bauruenses participam de curso especial de inteligência

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Dois bauruenses estão èntre os trinta policiais escolhidos em todo o Estado de São Paulo para participar de um curso especial de inteligência, promovido pelo Ministério da Justiça, a Agência Nacional de Inteligência (Abin) e a Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo. O objetivo do curso é capacitar os profissionais das polícias (civil, militar, rodoviária e federal) a trabalhar com informações estratégicas de interesse à segurança pública quando o Subsistema Nacional de Inteligência estiver em funcionamento.

Os policiais bauruenses que estarão na Academia da Polícia Civil, em São Paulo, no período de 19 a 30 de março, são o capitão Pedro Batista Lamoso, pela Polícia Militar, e o delegado Carlos Alberto Abrantes, pela Polícia Civil. Ambos tiveram seus perfis analisados e foram escolhidos por já trabalharem com análise criminal, monitoramento de banco de dados e planejamento estratégico.

De acordo com Paulo Alves Rochel Filho, assessor do Ministério da Justiça junto a Secretaria Nacional de Segurança Pública e um dos coordenadores do curso, que será ministrado por instrutores da Abin, o treinamento dá continuidade a um curso realizado em dezembro do ano passado, quando policiais do Departamento de Polícia de Miami, nos Estados Unidos, estiveram no Brasil para ensinar técnicas de inteligência à Polícia Civil do Estado de São Paulo. Desta vez, as polícias Militar, Federal e Rodoviária também foram incluídas para que haja uma maior integração entre todos os órgãos. O entrosamento dos policiais que foram escolhidos tem uma importância fundamental na atuação conjunta e na formação de forças-tarefa, resultando numa integração que certamente refletirá no combate à criminalidade, afirma o coordenador.

O Subsistema Nacional de Inteligência funcionará em todos os 27 Estados da União - interligados por uma infovia - depois que os policiais forem treinados, como uma rede padronizada de informações no Brasil todo, integrada ao Subsistema Nacional que fica centralizado na Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. O objetivo será dar um enfoque de inteligência no trato das informações que já existem sobre o combate à criminalidade. É um redimensionamento de um serviço já existente com vistas a um melhor planejamento de atuação na segurança pública, explica Rochel Filho. Até setembro deste ano, o Subsistema deve estar atuando em todo País.

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