Alvará de licença
A liberação do alvará para templos religiosos movimentou a Câmara Municipal ontem à noite, como era previsto. A polêmica girou em torno da própria liberação, já que o alvará é tido como um instrumento de fiscalização. Para os evangélicos, a obrigação afronta a liberdade de manifestação religiosa. Para outros, trata-se de uma exigência do ponto de vista da segurança.
Promiscuidade
Diante da discussão sobre a possível ilegalidade do projeto, o vereador Luiz Carlos Valle (PDT) afirmou que o alvará pode ser utilizado como promiscuidade política, ou seja, o Poder Público utilizando a exigência como moeda de troca para apoio político à véspera de eleição. Valle ressaltou que não é o caso da atual gestão. O assunto ainda deve render outras discussões.
Fiscalização
Seria interessante a Prefeitura responder, segundo seus dados, quantos templos religiosos estão em funcionamento na cidade e para quantos foram emitidos alvarás nos últimos anos. Luiz Carlos Valle arriscou que a grande maioria não paga alvará de funcionamento e nem por isso está com as portas fechadas.
Irônicos
O vereador João Parreira de Miranda (PDT) ironizou, em um aparte, a crítica de Osvaldo Paquito em relação ao presidente do PFL local, Dudu Ranieri. O senhor precisa ter paciência, ainda tem quatro anos de gestão pela frente e só se foram três meses, disse Parreira.
Com ACM
João Parreira continuou a provocar Paquito. Na avaliação do pedetista, Dudu não está tão mal como se pensa. Vi o Dudu abraçado com o Antonio Carlos Magalhães. Ele não está tão por baixo assim, Paquito, insistiu. O pefelista não gostou, mas se fez de surdo e continuou suas críticas ao vice-prefeito.
Desistiu
Tudo indica que o vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) jogou a toalha e não deverá seguir o bloco dos descontentes do PFL, brigados com Dudu Ranieri. Seu colega de plenário, Osvaldo Paquito (PFL), poderá ficar sozinho na briga com o vice-prefeito. Pelo menos no que diz respeito a representantes de peso no bloco.
Até na tribuna
Se de um lado Paulo Eduardo parece estar a fim de desistir da briga com Dudu, por outro Paquito quer levar a polêmica adiante. Na sessão de ontem à noite, ele usou a tribuna para esquentar o assunto e não poupou, novamente, críticas ao vice-prefeito. Agora é esperar para ver o petardo que deverá partir do vice-prefeito como resposta.
Rapidinho
O estafe do prefeito Nilson Costa (PPS) fica grudado na tela da televisão quando o assunto é transmissão da sessão legislativa. O vereador José Humberto Santana (PDT) usou a tribuna para criticar o Governo Municipal. Um minutinho após ele deixar o microfone, o telefone do plenário tocou: um emissário do Palácio das Cerejeiras tratou de agendar uma reunião entre o pedetista e secretários.
Veneninho
O vice-presidente da Câmara Municipal, Roberto Bueno (PTB), usou seu tempo de tribuna para passar um clipe produzido pela TV Câmara, que mostra cenas do cotidiano da cidade. Ao terminar o clipe, o tucano Toninho Garmes (PSDB) pediu um aparte e disparou: O clipe é muito bonito, mas não vi nenhuma obra do governo do senhor Nilson Costa.