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Avó reclama tratamento de criança há cerca de 2 anos

Redação
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A dona de casa Adalgiza Floriano, avó de sete crianças, pelas quais é responsável e mantêm em sua casa, queixa-se do mau atendimento que seu neto Lucas Vinícius Floriano, de três anos, vem recebendo na rede pública de saúde, desde os 8 meses de idade.

Lucas sofre de uma doença que o impede de falar, andar, e até mesmo sentar-se. De acordo com Adalgiza, ele é alimentado e medicado por meio de uma sonda, há cera de dois anos - tratamento que vem sendo realizado em casa.

A avó, que é aposentada e vive da renda obtida por seu neto de 15 anos com a venda de papéis conseguidos nas ruas, conta que Lucas foi internado no Hospital de Base aos três meses de idade. Ele foi internado com uma diarréia. Quando a mãe dele foi buscá-lo, no final da tarde, tinham levado ele para a UTI, em estado grave.

Adalgiza afirma que desde então Lucas não se recuperou, e alega erro dos profissionais de saúde. A enfermeira confessou que teria que dar a ele 4 gotas de um remédio e deu 40. O menino, que nasceu saudável, forte e gordo, entrou em choque, depois teve paralisia cerebral, parada cardíaca e meningite, lamenta.

Lucas permaneceu internado até os oito meses de idade, de acordo com sua avó, quando foi liberado para voltar para casa. Até hoje, eu não vi a cara do médico. Ninguém me falou sobre o problema dele, e ele voltou para casa assim, como ele está agora: não consegue comer, não consegue andar, nem sentar, e tem crises de agitação; fica com o corpo tremendo. Os pés dele já estão virados para trás, o quadril incha, com um osso virado para dentro e outro para fora, e isso piora dia-a-dia, agrava.

Desde então, Adalgiza afirma que vem tentado agendar as cirurgias das quais Lucas necessita para corrigir os pés, o joelho e a bacia. Tem semana que eu fico de segunda a sexta-feira com ele correndo pelos postos, pelas regionais e hospitais, mas não consigo as cirurgias. O Hospital de Base já o internou diversas vezes, mas não operam porque dizem que o aparelho está quebrado, que a UTI está infectada ou que não tem vaga. Um tratamento que ele realizava na USC o médico mandou parar porque dava febre nele. E eu já não sei mais o que fazer.

A avó, que tem gastos com fraldas, pomadas e remédios como Gardenal, para Lucas, recebe ajuda de alguns vizinhos e de uma nora, que paga a conta de energia elétrica da casa. Eu catava papel, mas não posso mais porque não tenho como largar ele nem um minuto; ele não consegue nem engolir a saliva.

Ela afirma que a única melhora que notou em seu neto, desde que ele foi liberado do Hospital, foi o crescimento físico. Fora isso, ele continua igual, até no chiado do peito. Eu não estou pedindo indenização, não; eu só quero um tratamento para o meu neto.

O diretor da Diretoria Regional de Saúde (DIR-10), Flávio Badin Marques, procurado pelo JC nos Bairros, afirmou que o caso poderá ser apurado pela DIR-10 assim que o pedido for protocolado pela responsável por Lucas, na sede da Diretoria, em que devem constar das datas de internação e de pedidos de cirurgia.

Serviço

Quem puder ajudar Lucas pode entrar em contato pelo telefone 3218-3944 (recado).

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