O treinador do Noroeste, Vítor Hugo, garantiu ontem que a sua equipe continua forte apesar das dispensas feitas pela diretoria do Alvirrubro. Segundo Vitão, os jogadores estão conscientes de que dispensas são normais em um clube de futebol, principalmente depois de uma derrota como a de domingo em Sorocaba e devem reagir com naturalidade. "É claro que os jogadores ficaram muito chateados, afinal foram companheiros de clube e pais de família que foram dispensados, mas não devem se desestabilizar com isso", garantiu.
Vítor Hugo só lamentou o fato de que não poderá mais trabalhar com o elenco que ele trouxe no início do campeonato, mas acredita que o Noroeste não vá ficar mais fraco. "O trabalho continua, vamos manter a tranquilidade e continuar em busca da classificação", disse.
Apesar de confiante na recuperação, Vítor Hugo disse não saber se a decisão da diretoria foi a mais correta. "Em 97, no próprio Noroeste, estávamos na penúltima colocação e foram dispensados vários jogadores. Depois disso a equipe reagiu e quase conseguimos a vaga para as finais", lembra. "Mas no Sãocarlense, no ano seguinte, aconteceu o mesmo e o time acabou se dando mal", compara. No próprio Noroeste, em 99, a diretoria apostou na dispensa de jogadores para reagir aos maus resultados e o clube acabou rebaixado para a Série A-III.
PACIÊNCIA - Uma derrota humilhante, como a de domingo, nem sempre acaba mal para o time derrotado, principalmente quando ele tem qualidades, como o do Noroeste já demonstrou neste campeonato. Em 1956, o Santos (ainda sem Pelé), perdeu para a Portuguesa por 8 a 0 no Campeonato Paulista. Mesmo assim, a equipe manteve a paciência e conquistou o bicampeonato ao final da competição.